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Economia Confiança do comércio cai em outubro, revela FGV

Confiança do comércio cai em outubro, revela FGV

Índice caiu 3,8 pontos na passagem de setembro para outubro, para 95,8 pontos, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas

Agência Estado - Economia
Indicador da FGV foi divulgado nesta segunda (26)

Indicador da FGV foi divulgado nesta segunda (26)

Sebastião Moreira/EFE - 01.09.2020

O Icom (Índice de Confiança do Comércio) caiu 3,8 pontos na passagem de setembro para outubro, para 95,8 pontos, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas, informou nesta segunda-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas). Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 3,2 pontos.

"Depois de cinco altas consecutivas, a confiança do comércio volta a recuar em outubro. O resultado é fruto da combinação de queda tanto dos indicadores sobre o presente, quanto sobre os próximos meses. Apesar do resultado negativo na ponta, a percepção sobre o ritmo de vendas no mês segue mais positiva, acima dos 100 pontos. Por outro lado, a significativa queda das expectativas mostra que os empresários estão se tornando cada vez mais cautelosos com a sustentabilidade da recuperação. A falta de confiança do consumidor e a incerteza sobre o período pós programas de auxílio do governo, parecem contribuir para esse sinal de alerta", avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em outubro, houve piora da confiança em todos os seis principais segmentos do comércio. O ISA-COM (Índice de Situação Atual) recuou 1,5 ponto, para 105,1 pontos. Já o IE-COM (Índice de Expectativas) caiu 5,8 pontos para 86,6 pontos.

O Índice de Situação Atual se mantém 12,5 pontos acima do nível pré-pandemia, mas a percepção positiva sobre o volume de vendas no momento presente não tem sido disseminada em todos os setores. A melhora nos últimos meses foi mais sentida nos segmentos de revenda de veículos e motos, material para construção e móveis e eletrodomésticos. As lojas de tecidos, vestuário e calçados enfrentam maior dificuldade, apontou a FGV.

A coleta de dados para a edição de outubro da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 1º e 23 do mês, com informações de 792 empresas.

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