Economia Confiança do comércio cresce 2% em abril, após 2 meses de quedas

Confiança do comércio cresce 2% em abril, após 2 meses de quedas

Melhora do indicador da CNC está relacionada às perspectivas positivas de vendas para a Páscoa e para o Dia da Mães

Indicador de confiança avançou aos 118 pontos, alta de 23,3% ante abril de 2021

Indicador de confiança avançou aos 118 pontos, alta de 23,3% ante abril de 2021

Edu Garcia/R7 - 09.03.2022

Os comerciantes brasileiros ficaram mais otimistas em abril, apontou a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) subiu 2% em relação a março, após dois meses de quedas. O indicador avançou ao patamar de 118 pontos, uma expansão de 23,3% em relação a abril de 2021.

Segundo a CNC, a melhora está relacionada às perspectivas positivas de vendas para a Páscoa e para o Dia da Mães, mas também impulsionada pela expectativa do pagamento do décimo terceiro salário dos aposentados, incentivo ao crédito consignado e liberação de saques extraordinários de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

As Condições Atuais do Empresário do Comércio tiveram um aumento de 4,2% em abril ante março, para 98,0 pontos, devido a avanços em todos os três componentes avaliados: economia (6,5%), setor (3,6%) e empresa (3,3%).

O subíndice de Expectativas do Empresário do Comércio avançou 1,3% em abril ante março, para 150,2 pontos. O subíndice de Intenções de Investimentos cresceu 1,6%, para 105,6 pontos.

"A alta pode estar associada a ajustes e incrementos que os empresários podem pretender realizar nas suas organizações", avaliou, em nota, o economista Antonio Everton, responsável pela pesquisa da CNC, que vê otimismo do empresariado em relação à dinâmica de vendas do próximo mês.

A pesquisa mostrou ainda que a melhora da confiança em abril foi puxada pelas micro e pequenas empresas (2,1%), enquanto o resultado das médias e grandes companhias mostrou estabilidade (0,0%).

O recorte por categoria de uso apontou avanço mais expressivo na confiança de segmentos de bens de consumo semiduráveis (5,9%) e bens de consumo duráveis (5,8%) do que no setor de bens de consumo não duráveis (0,9%).

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