Confiança do comércio sobe e atinge maior nível desde agosto de 2015

Tanto a avaliação da situação atual como para os próximos meses melhorou neste mês

Com o resultado do comércio, a virada de ano não foi tão negativa quando o previsto, apesar das vendas ruins no fim de 2015
Com o resultado do comércio, a virada de ano não foi tão negativa quando o previsto, apesar das vendas ruins no fim de 2015 Imagem de Arquivo/Agência Brasil

O índice de confiança do comércio da FGV (Fundação Getulio Vargas) avançou 6,4 pontos em janeiro de 2016, atingindo 67,2 pontos, o maior nível desde agosto passado (67,3). Com o resultado, o indicador em médias móveis trimestrais avançou 1,2 ponto, a primeira alta em 27 meses.

“A alta de janeiro pode representar apenas uma calibragem depois de um período de queda forte da confiança no segundo semestre do ano passado, levando o índice ao mínimo histórico em dezembro passado. Mas não deixa de representar uma boa notícia, que parece estar associada a uma virada de ano menos negativa que o previsto e à expectativa de que velocidade de queda do consumo se reduza nos próximos meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

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A evolução favorável do índice de confiança em janeiro foi espalhada, alcançado 12 dos 13 segmentos. O índice de situação atual, que retrata a percepção dos empresários em relação ao momento atual, subiu 9,9 pontos em relação ao mês anterior, após recuar 2,5 pontos em dezembro e 31,0 pontos ao longo de 2015.

Entre os componentes do índice de situação atual a alta mais acentuada ocorreu no quesito que mede o grau de satisfação com o volume atual da demanda, que avançou 11,1 pontos em relação ao mês anterior, alcançando 64,3 pontos.

Já o índice de expectativas subiu 2,7 pontos em janeiro, chegando a 71,4 pontos, depois de atingir o menor valor da série em dezembro de 2015 (68,7 pontos).

O quesito que mais contribuiu para a alta do índice de expectativas foi o que capta o grau de otimismo com a situação dos negócios para os próximos seis meses, que cresceu 5,4 pontos, atingindo 75,2 pontos.

A edição de janeiro de 2016 coletou informações de 1.216 empresas entre os dias 04 e 25 deste mês.