Confiança no setor de serviços diminuiu em fevereiro

A demanda em queda foi o que mais pressionou para a queda no otimismo

O indicador que avalia o grau de facilidade para obtenção de Crédito pelas empresa atingiu o valor mínimo desde 2008
O indicador que avalia o grau de facilidade para obtenção de Crédito pelas empresa atingiu o valor mínimo desde 2008 Getty Images

O ICS (Índice de Confiança de Serviços) caiu 0,7 ponto entre janeiro e fevereiro, ao passar de 69,5 para 68,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice registrou alta de 0,6 ponto, de acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O consultor da FGV/IBRE Silvio Sales afirma que os sinais de uma relativa melhora na percepção das empresas registrados no início do ano não se confirmaram em fevereiro.

—O ambiente econômico permanece marcado por uma demanda em queda, encolhimento do mercado de trabalho e piora nas condições de crédito. Nesse contexto, as avaliações voltam a se deteriorar e o indicador de ímpeto de contratações para os próximos meses prossegue em queda.

Em fevereiro, a queda do ICS ocorreu em 9 de 13 atividades e foi determinada tanto pelas avaliações sobre o momento presente quanto pelas expectativas em relação aos meses seguintes. O ISA-S (Índice de Situação Atual) recuou 0,6 ponto, após subir 2,5 pontos em janeiro; e o IE-S (Índice de Expectativas) recuou 0,7 ponto, após subir 0,7 ponto no mês anterior.

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A queda do ISA-S entre janeiro e fevereiro foi motivada pela piora de seus dois componentes, com maior contribuição do indicador de nível de Volume de Demanda Atual, que recuou -0,7 ponto. Já aqueda do IE-S foi determinada pela retração em 1,4 ponto do indicador que mede o grau de otimismo em relação à evolução da Situação dos negócios nos seis meses seguintes.

Em fevereiro de 2016, o indicador que avalia o grau de facilidade para obtenção de Crédito pelas empresas ficou em 59,8 pontos, alcançando o valor mínimo da série histórica iniciada em junho de 2008.

A proporção de empresas que consideram “fácil” a obtenção de crédito no momento ficou em 8,5%, enquanto a parcela das que a consideram “difícil” alcançou 30,5%. Em fevereiro do ano passado, essas proporções haviam sido de 10,7% e 18,4%, respectivamente.