Economia Copom inicia hoje reunião que deve cortar juros pela quarta vez seguida

Copom inicia hoje reunião que deve cortar juros pela quarta vez seguida

Mercado financeiro aponta para nova queda de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, para 4,5% ao ano. Anúncio será feito nesta quarta-feira (11)

Selic

Pedro Franca/Brazil Photo Press/Folhapress - 15.04.2019

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) inicia nesta terça-feira (9) a última reunião de 2019. As expectativas apontam para a quarta queda consecutiva de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros da economia brasileira, para 4,5% ao ano.

Caso o corte seja confirmado, a taxa Selic renovará o menor nível da história ao ser anunciada no final da tarde desta quarta-feira (30).

No último encontro, quando a taxa básica de juros foi reduzida para 5% ao ano, o Copom afirmou que os indicadores de atividade econômica "reforçam a continuidade do processo de recuperação da economia brasileira".

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No documento a respeito do veredito, o grupo formado pelos diretores do BC destaca que a trajetória de queda da taxa de juros "encerra 2019 em 4,5% a.a., permanece nesse patamar ao longo de 2020 e se eleva até 6,38% a.a. em 2021".

Nesta terça, o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos, e os oito diretores da autoridade monetária realizam apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Amanhã, o comitê projeta as possibilidades futuras e define a nova Selic.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

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A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.