Novo Coronavírus

Economia Coronavírus: Procon-SP fiscalizará preços de máscaras e álcool gel

Coronavírus: Procon-SP fiscalizará preços de máscaras e álcool gel

Serão verificados os preços cobrados neste mês por várias marcas dos dois produtos em 15  farmácias que cobrem as cinco regiões da capital paulista

  • Economia | R7, com Agência Brasil

Passageiros usam máscaras no saguão do aeroporto de Congonhas

Passageiros usam máscaras no saguão do aeroporto de Congonhas

Márcio Neves/R7

A Escola de Proteção e Defesa do Consumidor, do Procon-SP (Fundação Procon de São Paulo) fará um levantamento dos preços de máscara de proteção e álcool gel para verificar se os estabelecimentos estão cobrando valores abusivos por causa do surto de coronavírus.

Leia também: OMS eleva para 'muito alto' risco envolvendo coronavírus

O Procon-SP informou que serão verificados os preços cobrados neste mês por várias marcas dos dois produtos em 15  farmácias que cobrem as cinco regiões da capital paulista e compará-los com os preços vigentes em fevereiro de 2019.

A entidade também vai apurar qual a forma de comercialização da máscara de proteção e do álcool gel e se a quantidade para venda está sendo fracionada para que todos tenham acesso aos produtos.

Leia também: Coronavírus deve preocupar quem vai a blocos do pós-Carnaval?

“Caso o levantamento aponte aumento injustificado e abusividade nos preços, as empresas poderão ser multadas”, informou, em nota, o Procon-SP. O resultado da pesquisa deve sair na primeira quinzena de março.

Também nesta sexta-feira (28), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, convocou uma reunião nesta sexta-feira (28), em Brasília, com representantes da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos), para alertá-los e resolver o impasse com fabricantes de máscaras contra o coronavírus.

O ministério ameaça acionar a Justiça para garantir o fornecimento e até confiscar os produtos das fábricas, caso os fornecedores se recusem a vender para o governo federal.

Leia também: Exame descarta coronavírus em parentes de brasileiro infectado

“Há produtores que se mostraram desinteressados em vender para o Ministério da Saúde. Preferem exportar. Vamos alertar a Abimo. Nós não vamos contemporizar. Vamos impedir a exportação e determinar a apreensão dos produtos na própria fábrica, se necessário", afirmou Gabbardo durante coletiva na quinta-feira (27).

Brasil tem um caso de coronavírus confirmado

O Brasil confirmou o primeiro caso de coronavírus na quarta-feira (26). A contraprova de um paciente que esteve na Itália deu positivo depois de teste feito no Instituto Adolfo Lutz.

O Hospital Israelita Albert Einstein registrou a notificação nesta terça-feira (25) e no atendimento, adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico para SARS-CoV2 (RT-PCR, pelo protocolo Charité), conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Produtos estão em falta em farmácias da capital 

Diante da demanda pelas máscaras e pelo álcool gel, os produtos já estão em falta em alguns estabelecimentos na capital paulista.

A reportagem da Agência Brasil verificou que, em três farmácias da região leste, já não havia máscaras e álcool gel.

A procura no comércio de variedades da cidade, também na zona leste, mostrou falta de álcool gel em alguns pontos.

A reportagem do R7 foi a farmácias da região da Avenida Paulista e também não encontrou álcool gel.

OMS eleva para 'muito alto' risco 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) elevou para "muito alto" (28) o risco de propagação e do impacto do novo coronavírus (SARS-CoV2) em todo o mundo.

Já são mais de 50 países com casos do novo coronavírus.

De acordo com a OMS, a China reportou nas últimas 24 horas 329 casos de covid-19 (doença provocada pelo SARS-CoV2), "o menor [número] em mais de um mês".

O total de casos em todo o mundo chega a 78,9 mil, incluindo 2.791 mortes. Fora da China, já são 4.351 casos em 49 países, com 67 óbitos.

A Itália, que concentra o maior número de infectados pelo SARS-CoV2, em toda a Europa, exportou 24 casos para 14 países, incluindo o Brasil. O Irã exportou 97 casos para 11 países.

Últimas