Economia Custo para construir no Brasil tem maior salto dos últimos 8 anos

Custo para construir no Brasil tem maior salto dos últimos 8 anos

Variação de 2,46% do indicador em junho elevou custo da construção por metro quadrado a R$ 1.421,87, mostra IBGE

  • Economia | Do R7

Custo da mão de obra beira os R$ 600 por m²

Custo da mão de obra beira os R$ 600 por m²

Fernando Frazão/Agência Brasil - 23.06.2021

O Índice Nacional da Construção Civil subiu 2,46% em junho. Trata-se da maior taxa da série com desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2013. Em janeiro, a construção civil já havia sinalizado um recorde na série histórica, com a taxa de 2%. O fechamento de 2020 também foi o maior desde 2013, com acumulado de 10,16%.

O resultado do indicador divulgado nesta quinta-feira (8), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ficou 0,68 ponto percentual acima da taxa de maio (1,78%). O acumulado no ano foi de 11,38% e, nos últimos doze meses, de 20,92%. Em junho de 2020 o índice havia sido de 0,14%.

“O que difere junho dos demais meses, nesse período, é que tivemos uma diminuição da participação da parcela dos materiais e um significativo aumento da participação da mão de obra, por conta das altas nos salários das categorias profissionais, de maneira generalizada, em dez estados”, comenta o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira.

Com a variação, o custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.387,73 em maio para R$ 1.421,87 em junho, sendo R$ 829,19 relativos aos materiais e R$ 592,68 à mão de obra.

A parcela dos materiais subiu 2,36%, variação 0,3 ponto percentual menor que a do mês anterior (2,66%). Em relação a junho de 2020 (0,17%), houve aumento de 2,19 pontos percentuais.

Já a parcela da mão de obra subiu 2,6%, com alta de 2,02 pontos percentuais em relação a maio (0,58%) e de 2,5 pontos percentuais comparado a junho do ano anterior (0,1%). Puxaram essa alta os dissídios coletivos de São Paulo, que registrou a maior taxa do ano.

No primeiro semestre, as altas acumuladas foram de 16,73% (materiais) e de 4,70% (mão de obra). Em doze meses, os acumulados chegaram a 34,45% (materiais) e 6,02% (mão de obra).

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