Desemprego atinge 13,3 milhões de pessoas em setembro, diz IBGE

Taxa de desocupação ficou em 13,7% e confirma leve recuo nos números. Na semana anterior, país tinha 13,5 milhões de desempregados 

Desemprego atinge 13,3 milhões de brasileiros

Desemprego atinge 13,3 milhões de brasileiros

LIDIANNE ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O número de desempregados no Brasil recuou levemente e atingiu 13,3 milhões milhões em setembro, de acordo com a Pnad Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Covid19), divulgada nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desocupação ficou em 13,7%.

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Na semana anterior, o país tinha 13,5 milhões de desempregados — número que representava uma taxa de 14,1% da população economicamente ativa. 

No entanto, havia mais pessoas sem empregos nessa terceira semana de setembro do que no início de maio, quando a pesquisa do IBGE passou a ser realizada. Na época, 9,8 milhões de brasileiros se encontravam nessa situação. 

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O número de pessoas empregadas se manteve estável em 83,7 milhões, frente a 82,6 milhões na semana anterior. Foi observado o período entre 13 a 19 de setembro. 

Afastamento do trabalho

A estabilidade se manteve também na população ocupada e não afastada do trabalho, estimada em 78,2 milhões de pessoas, frente a semana anterior (77,2 milhões). No entanto, em comparação com à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões), houve crescimento expressivo de 14 milhões de brasileiros. 

Entre os milhões não afastados do trabalho por conta da pandemia, 7,8 milhões (10% da população ocupada e não afastada) trabalhavam remotamente, no chamado home office. Esse recorte também se manteve estável em comparação com a semana anterior (8,2 milhões ou 10,7%). 

Já o contingente da população afastada do trabalho por conta do distanciamento social atingiu 2,8 milhões de pessoas, ou 3,4% da população ocupada. Esse contigente mostrou estabilidade frente à semana anterior, em que 3 milhões de brasileiros (3,7%)  estavam afastados do serviço. No início da pandemia, eram 16,6 milhões de pessoas afastadas, representando 19,8% dos ocupados.