Novo Coronavírus

Economia Desemprego bate recorde e atinge 13,5 milhões de brasileiros

Desemprego bate recorde e atinge 13,5 milhões de brasileiros

Desde o início da pandemia, quase 3,5 milhões de pessoas ficaram desempregadas. Em maio, eram 10,1 milhões de pessoas sem emprego

  • Economia | Pietro Otsuka, do R7

Desemprego atinge 13,5 milhões de pessoas

Desemprego atinge 13,5 milhões de pessoas

LIDIANNE ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O desemprego chegou a 13,5 milhões de pessoas e atingiu 14% da população em setembro deste ano, dois recordes da sére mensal da Pnad Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — Pnad Covid19), divulgada nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Desde o início da pandemia, quase 3,5 milhões de pessoas ficaram desempregadas. Em maio, no início da pesquisa, eram 10,1 milhões de pessoas sem emprego. 

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"Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explica a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Já a população ocupada do país ficou em 82,9 milhões de pessoas em setembro, aumento de 1% frente ao mês anterior e recuo de 1,7% em relação a maio, o que para Maria Lucia, mostra a retomada gradual da economia. 

Do total de pessoas empregadas, 93,5% não estavam afastadas do trabalho por conta da pandemia. Destes, cerca de 10,4% trabalharam de forma remota, no home office.

Testes para covid-19

A Pnad Covid19 também revela que o número de pessoas que fizeram algum teste de diagnóstico da covid-19 chegou a 21,9 milhões em setembro, o equivalente a 10,4% da população. Isso representa um aumento de quatro milhões em relação a agosto, em que 17,9 milhões haviam feito o teste.

Houve aumento também no número de testes positivos para a doença. No mês passado, 3,9 milhões de brasileiros receberam o diagnóstico da covid-19, já em setembro foram 4,8 milhões de pessoas que testaram positivo.

Por grupos de idade, o maior percentual de pessoas que fizeram algum teste para detecção da covid-19 foi entre 30 a 59 anos, cerca de 14,3% do total. Em seguida, os grupos de 20 a 29 anos (12,1%) e 60 anos ou mais (9,2%). 

O Distrito Federal foi a unidade da Federação com maior percentual de testes realizados, cerca de 22,2%. Na sequência vem o Piauí (17%) e Goiás (16%). Os estados com menor porcentagem de testes realizados foram Pernambuco (6,8%), Acre (6,9%) e Minas Gerais (7,8%).

Três tipos de testes são abordados pela pesquisa: o SWAB, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. Dos 21,9 milhões de pessoas que fizeram o teste, 8,8 milhões fizeram SWAB e, destas, 2,3 milhões receberam diagnóstico positivo.

Este é o primeiro levantamento mensal feito pelo IBGE sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus no país. Até a semana passada, eram divulgados boletins semanais.

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