Novo Coronavírus

Economia Diretor da Iata: Setor aéreo 'precisa desesperadamente de recursos'

Diretor da Iata: Setor aéreo 'precisa desesperadamente de recursos'

Juniac afirma que setor está em contato com todos os governos, especialmente para levantar mecanismos para proteger o caixa

Agência Estado - Economia
Aéreas estão sendo impactadas por pandemia

Aéreas estão sendo impactadas por pandemia

Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Apesar do clamor por recursos para o setor aéreo diante da crise do novo coronavírus, até agora o Brasil não conseguiu avançar no pacote financeiro para ajudar as companhias aéreas a preservar o seu caixa.

"No Brasil, assim como em muitos países, a indústria aérea está desesperada por recursos", disse o diretor-geral e CEO da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Alexandre de Juniac. A declaração foi dada nesta terça-feira (28), durante conferência com jornalistas.

Questionado se o governo brasileiro não estaria demorando a liberar o recurso, Juniac se limitou a dizer que o setor está em contato com todos os governos, especialmente para levantar mecanismos para proteger o caixa.

Aéreas deixaram de transportar 2,8 milhões de passageiros em março

No Brasil, o setor aéreo conta com os recursos prometidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para atravessar esse período. No entanto, até o momento, as negociações com o banco de fomento estão travadas, já que a diluição proposta pelo BNDES está sendo considerada elevada, segundo fontes. Não se sabe, ainda, quando virá esse socorro, estimado na ordem de R$ 3 bilhões para cada companhia.

Com empresas ficando sem caixa, muitas aéreas já estão em situação de falência no mundo, disse o economista-chefe da Iata, Brian Pearce. "Já estamos vendo falências. As companhias estão com muitos problemas. Claramente os governos estão entrando em algumas regiões para proteger o caixa das empresas. Mas ainda assim a situação é extremamente frágil", disse. Ele lembrou que muitas dessas empresas começaram o ano com dois meses de caixa para queimar e muitas delas já gastaram todo esse recurso.

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