Economia Dívida pública sobe a R$ 4,527 trilhões em setembro, diz Tesouro

Dívida pública sobe a R$ 4,527 trilhões em setembro, diz Tesouro

Resultado foi puxado pelo segundo maior volume emissões da história, atrás apenas de julho de 2020

  • Economia | Do R7, com Reuters e Agência Estado

Dívida pública federal aumentou 2,59% em setembro

Dívida pública federal aumentou 2,59% em setembro

Bruno Domingos/Reuters

A dívida pública federal do Brasil subiu 2,59% em setembro e alcançou os R$ 4,527 trilhões de, divulgou o Tesouro Nacional nesta terça-feira (27). Em agosto, o estoque estava em R$ 4,412 trilhões.

No período entre agosto e setembro, a dívida pública mobiliária interna teve avanço de 2,56%, a R$ 4,281 trilhões.

Segundo o Tesouro, o volume de emissões e as emissões líquidas registraram em setembro o segundo maior número de suas respectivas séries históricas, atrás apenas dos valores vistos em julho de 2020. No acumulado do ano, já foram emitidos R$ 798,3 bilhões, valor superior aos R$ 759,3 bilhões colocados em todo o ano de 2019.

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Estrangeiros

Após crescimento em agosto, a participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública voltou a subir, ligeiramente, em setembro. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da DPMFi passou de 9,40% em agosto para 9,44% no mês passado. No fim de 2019, a fatia estava em 10,43%.

Em valores nominais, o estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 404,16 bilhões em setembro, ante R$ 392,51 bilhões em agosto.

A maior participação no estoque da DPMFi continuou voltou a ser das instituições financeiras, cuja fatia passou de 26,69% em agosto para 27,43% em setembro. Com isso, o grupo superou os fundos de investimento, que ficaram com 26,39% em setembro, ante 26,91% de agosto.

Na sequência, o grupo Previdência passou de uma participação de 23,94% para 23,71% de um mês para o outro. Já as seguradoras mantiveram a fatia de 3,95%.

Parcela prefixada

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu em setembro, para 32,56%. Em agosto, estava em 30,14%. Já os papéis atrelados à Selic reduziram a fatia, de 39,17% para 36,77%.

Os títulos remunerados pela inflação caíram para 24,90% do estoque da DPF em setembro, ante 24,97% em agosto. Os papéis cambiais tiveram aumento na participação na DPF de 5,72% em agosto para 5,76% em setembro.

Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento para o fim deste ano. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos atrelados à taxa básica de juros em 2020 vai de 36% a 40%. Para os pré-fixados, o intervalo é de 30% a 34%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 23% a 27% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

O Tesouro informou ainda que parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 21,65% em agosto para 26,03% em setembro. O prazo médio da dívida passou de 3,90 anos em agosto para 3,83 anos no mês passado. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF aumentou de 8,54% ao ano em agosto para 8,72% ao ano em setembro.

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