Economia Dólar à vista cai 0,52% e fecha a R$ 5,34; Ibovespa tem alta leve

Dólar à vista cai 0,52% e fecha a R$ 5,34; Ibovespa tem alta leve

Após corrida de investidores e estabilidade, moeda dos EUA registra baixa; Bolsa brasileira adota cautela pré-eleições

Reuters
Dólar fecha o pregão desta quarta (28) em queda, a R$ 5,34, após dois dias de altas

Dólar fecha o pregão desta quarta (28) em queda, a R$ 5,34, após dois dias de altas

Freepik/jcomp

O dólar finalmente registrou baixa mais firme nesta quarta-feira (28), depois de ter ficado estável na sessão anterior, antecedida por dois dias de "superralis" (rápida valorização de moedas ou ações). Na sexta (23) e na segunda-feira (26), as altas foram superiores a 2%, uma elevação de 5,15% no período. O movimento foi visto pelo mercado mais como um ajuste, patrocinado por um dia de respiro nas praças externas, num cenário geral ainda desconfortável.

A moeda americana vendida à vista caiu 0,52%, a R$ 5,3492. As oscilações intradiárias seguiram dilatadas, e a cotação variou cerca de R$ 0,10 entre a máxima, de R$ 5,4243 (alta de 0,88%), e a mínima, de R$ 5,3232 (baixa de 1,00%).

Recuperação do real

A recuperação do real seguiu uma distensão externa, marcada pela alta repentina do euro, libra, moedas emergentes e ações globais, ao mesmo tempo em que os rendimentos de títulos começaram a cair, depois que o banco central do Reino Unido teve de conter a liquidação no mercado de dívida do país, o que foi considerado o mais recente chacoalhão global.

O ambiente externo segue bastante instável, enquanto o mercado interno se volta cada vez mais para as eleições do próximo domingo (2), com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as pesquisas de intenção de voto, com chance de vitória já no primeiro turno.

Recentemente, profissionais do banco britânico Barclays chamaram atenção para o que parece ser um prêmio de risco quase zero, na ponta curta da curva de juros, e uma modesta sobrevalorização do real, em torno de R$ 5,15 por dólar.

Contudo, eles dizem que as discussões sobre o Orçamento de 2023 devem aumentar a volatilidade dos ativos domésticos no quarto trimestre deste ano, "independentemente do vencedor" das eleições.

A volatilidade implícita do real, uma forma de mensurar as oscilações esperadas para a moeda, tem se mantido acima da maioria de seus pares. Enquanto a medida para três meses está em cerca de 20%, o mesmo vencimento para o peso mexicano mostra 12,4%.

Dados do Tesouro Nacional divulgados nesta quarta (28) mostraram que os investidores estrangeiros reduziram em R$ 11,3 bilhões sua participação na dívida interna em agosto, que caiu de 9,0% do total para 8,8%, o nível mais baixo desde dezembro de 2009.

Segundo o Tesouro, o cenário de alta nos juros em economias avançadas prejudica a entrada de recursos no país. Por outro lado, a proximidade do fim do ciclo de aperto monetário no Brasil favorece investimentos estrangeiros.

Ibovespa em alta e recuperação em Wall Street

O Ibovespa fechou esta quarta-feira em alta leve, de 0,25%, a 108.644,82 pontos, em sessão de pouca variação em meio à cautela pré-eleições, apesar da disparada em Wall Street, com os principais índices subindo cerca de 2% após fortes perdas nos últimos dias. Os dados são preliminares.

Na máxima do dia, o principal índice do mercado nacional chegou a 108.970,15 pontos, enquanto a mínima foi a 107.914,01 pontos.

Petrobras caiu, mesmo com a elevação dos preços do petróleo no exterior, e foi a principal influência negativa, enquanto a Vale avançou na ponta contrária.

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