Economia Dólar abre em queda com mercado de olho nos Estados Unidos

Dólar abre em queda com mercado de olho nos Estados Unidos

Moeda caía no Brasil também influenciada por expectativas para a política monetária. Às 9h40, o dólar cedia 1,06%, a R$ 5,2488

Reuters

Resumindo a Notícia

  • Dólar abre em queda com mercado atento a futura secretária dos EUA
  • Às 9h40, o dólar à vista cedia 1,06%, a R$ 5,2488
  • Moeda americana caía no Brasil também influenciado por expectativas para política monetária
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Dólar abre em queda com mercado atento a futura secretária do Tesouro nos EUA

Dólar abre em queda com mercado atento a futura secretária do Tesouro nos EUA

diego tesio / flickr

O dólar caía ante o real nos primeiros negócios desta terça-feira (19), seguindo movimento externo, conforme investidores aguardavam declarações da futura secretária do Tesouro dos Estados Unidos e ex-chair do banco central norte-americano, Janet Yellen.

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Às 9h40, o dólar à vista cedia 1,06%, a R$ 5,2488.

No exterior, o índice do dólar perdia 0,31%, com moedas emergentes pares do real em valorização.

Yellen vai falar ao Comitê Financeiro do Senado dos EUA que o governo precisa adotar uma grande ação em seu próximo pacote de estímulo relacionado ao coronavírus, segundo texto preparado visto pela Reuters.

O mercado reagiu com dólar em queda quando notícias apontaram Yellen como a escolhida por Biden para comandar o Tesouro, levados por expectativa de que ela abra as torneiras de dinheiro barato para irrigar o mercado com mais liquidez.

"O governo Biden deve dar suporte a uma política de dólar forte. Contudo, não acreditamos que os fundamentos são um apoio para o dólar forte e continuamos a esperar fraqueza adicional da moeda ao longo do ano", disseram em nota analistas do banco MUFG.

O dólar caía no Brasil nesta terça também influenciado por expectativas para a política monetária, e o salto de 2,37% do IGP-M na segunda prévia de janeiro reforçou o cenário de que o Banco Central abandonará o compromisso de deixar os juros estáveis sob determinados critérios.

O entendimento é que esse seria o primeiro passo para se vislumbrar alta da Selic, o que poderia dar algum suporte ao câmbio. Segundo analistas, um dos motivos para a pressão sobre o real é o juro em patamar muito baixo, que deixa a moeda mais vulnerável a operações de hedge ou de financiamento para apostas em outras divisas.

A Selic está em 2% ao ano, mínima histórica, e o Copom anuncia sua decisão na quarta-feira após o fechamento dos mercados.

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