Economia Dólar cai abaixo de R$ 5,70 em dia positivo no exterior

Dólar cai abaixo de R$ 5,70 em dia positivo no exterior

A moeda americana à vista caiu 0,83%, a R$ 5,66 na venda, após alcançar R$ 5,73; valor é o menor após quatro semanas

Reuters
O dólar à vista caiu 0,83%, a R$ 5,6699 na venda

O dólar à vista caiu 0,83%, a R$ 5,6699 na venda

Sergio Moraes/ Reuters - 31.03.2015

O dólar fechou em queda contra o real nesta quarta-feira (14), ao fim de um dia amplamente favorável a ativos de risco no exterior e com o mercado de olho em ingressos de recursos oriundos da venda de debêntures da Vale.

O dólar à vista caiu 0,83%, a R$ 5,6699 na venda. A moeda chegou a subir pela manhã, indo a uma máxima de R$ 5,7366 (+0,33%) por volta de 10h15. Logo depois, contudo, passou a perder força e perto de 11h firmou baixa, descendo à tarde a uma mínima de R$ 5,6654 (-0,91%).

A sessão transcorreu sem novidades definitivas sobre a novela do Orçamento, mas ainda contou com notícias acerca das saídas buscadas pelo governo para acomodar gastos - nesta quarta, circulou informação de que o governo estuda rever a meta fiscal de 2021 para encaixar gastos com medidas econômicas contra a covid-19.

Sem ainda ter desatado o nó do Orçamento deste ano, o governo entrega na quinta-feira a LDO de 2022, que apresentará os parâmetros da peça orçamentária do ano que vem.

À parte de questões fiscais, o mercado doméstico comentou a precificação da oferta pública de distribuição secundária de debêntures participativas da Vale, cujo valor total foi fixado em R$ 11,47 bilhões. A expectativa é que boa parte desse valor tenha ficado com estrangeiros, um sinal de potencial fluxo de entrada de recursos.

De toda forma, o exterior deu a tônica nos negócios locais nesta quarta. O dólar caiu a uma mínima em quatro semanas frente a uma cesta de divisas, enquanto cedia entre 0,3% e 1,2% na comparação com as principais moedas de risco (grupo do qual faz parte o real).

As ações globais bateram novos recordes, e as commodities saltavam 2,3%, para máximas em quase um mês.

"Há sinais fortes de que aquela alta dos rendimentos dos Treasuries ficou para trás", disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho.

A taxa do Treasury de dez anos - referência global para investimentos - mostrava estabilidade nesta quarta-feira, em torno de 1,63%, bem distante da máxima em 14 meses próxima de 1,78% alcançada no fim de março.

A escalada dos rendimentos eleva a atratividade do dólar e ajudou a valorizar a divisa norte-americana, que no exterior teve em março o melhor mês desde novembro de 2016.

Últimas