Economia Dólar cai pelo 2º dia seguido e fecha a quarta-feira cotado a R$ 4,06

Dólar cai pelo 2º dia seguido e fecha a quarta-feira cotado a R$ 4,06

Queda de 0,76% da moeda norte-americana ante o real foi guiada por correções do mercado e dados positivos do comércio nacional

Dólar

Dólar comercial é negociado a R$ 4,0644

Dólar comercial é negociado a R$ 4,0644

Jose Luis Gonzalez/Reuters - 12.2.2018

O dólar encerrou em queda de 0,76% contra o real nesta quarta-feira (11) e passou a ser negociado a R$ 4,0644.

A segunda desvalorização seguida da moeda norte-americana foi influenciado pelos bons sinais sobre a economia brasileira e à espera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu na quinta-feira.

Para Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, o movimento da moeda pode ser explicado por algumas correções de posições no mercado, somadas ao alívio dos investidores diante de dados positivos sobre as vendas no varejo doméstico.

O volume de vendas no varejo cresceu 1% em julho sobre junho, com ajuste sazonal, mostraram nesta quarta-feira dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o melhor desempenho para o mês desde 2013. Em julho daquele ano, as vendas haviam aumentado 2,7%.

"Nós vemos alguns sinais de melhora na atividade interna e, apesar de não ter um fato único de grande repercussão, quando somamos todas as notícias, temos um real valorizado", disse Campos Neto, da Tendências.

Nesta quarta-feira, a notícia de que o relator da reforma da Previdência, Tasso Jereissati (PSDB-CE), vai retirar do texto da PEC da reforma da Previdência qualquer trecho que possa forçá-lo a retornar à Câmara dos Deputados também ajudava a pressionar o dólar contra a moeda brasileira.

A influência do ambiente doméstico fez com que o real se descolasse da tendência de seus pares emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, que se desvalorizavam contra a moeda norte-americana. O índice do dólar, que compara o dólar contra uma cesta de moedas, subia 0,31%, a 98,633.

Na cena externa, as atenções agora se voltam para o BCE (Banco Central Europeu), com foco nos possíveis novos estímulos que poderão ser anunciados na reunião de política monetária agendada para quinta-feira. As medidas podem incluir cortes de juros e a retomada de compras mensais de ativos.