Economia Dólar engata 3ª queda com expectativa de estímulos nos EUA

Dólar engata 3ª queda com expectativa de estímulos nos EUA

Às 9h09 desta quinta-feira, o dólar estava a R$ 5,2710, após notícia de que governo Biden dará estímulos na ordem dos US$ 2 tri

Reuters
Dólar abre em queda nesta terça-feira

Dólar abre em queda nesta terça-feira

diego tesio / flickr

O dólar começou a sessão desta quinta-feira (14) em queda ante o real, a R$ 5,2710 na venda, com investidores captando o clima favorável a ativos de risco no exterior, com expectativas de estímulos compensando tensão relacionada ao segundo impeachment contra o presidente dos Estados Unidos.

Às 9h09, o dólar spot caía 0,78%, a R$ 5,2710 na venda. Na véspera, a moeda recuou 0,16%, a R$ 5,3122 na venda, ao fim de uma sessão marcada por intenso vaivém nos preços.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, se tornou na quarta-feira (13), ontem, o primeiro da história do país a sofrer dois impeachments em um mandato.

Na véspera, a moeda recuou 0,16%, depois de na terça-feira (12), despencar 3,32%, maior queda em dois anos e meio. A correção veio após a cotação saltar 6,01% nas seis primeiras sessões de 2021, pior início de ano desde pelo menos 2003.

Segundo Henrique Esteter, analista de research da Guide, o dia é de ânimo nos mercados mundiais, após notícia de que o estímulo proposto pelo futuro governo Joe Biden ficará em torno de 2 trilhões de dólares.

Pares do real, como peso mexicano, rand sul-africano, lira turca e dólar australiano, se valorizavam.

O dólar entrou em rota descendente no mundo, em queda de 13,4% entre a máxima de março e a mínima deste mês, puxado pelo anúncio de massivos estímulos por bancos centrais e governos globais para enfrentamento da pandemia.

Aqui, analistas comentavam ainda como fator negativo ao dólar perspectiva de início de vacinação contra a covid-19 no país.

Contudo, a dinâmica do mercado de câmbio segue frágil, com analistas ainda citando preocupações de ordem fiscal e com os rumos da agenda de reformas como elemento a deprimir o real. O ruído sobre a possibilidade de demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão, se somou aos receios.

"Para o mercado é uma notícia ruim, porque demonstra que não há nenhuma disposição de Bolsonaro para retirada das estatais, ou seja, de privatização. Nesse processo, a questão fiscal pode ficar de lado", disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

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