Economia Dólar fecha a terça-feira em queda e é negociado abaixo de R$ 3,85

Dólar fecha a terça-feira em queda e é negociado abaixo de R$ 3,85

Queda de 0,49% da moeda norte-americana foi guiada por alívio com as indicações de que os juros nos EUA não vão subir mais do que o esperado

Dólar

Dólar comercial é vendido por R$ 3,84

Dólar comercial é vendido por R$ 3,84

Dado Ruvic/Illustration/Reuters

O dólar fechou em queda e abaixo do patamar de R$ 3,85 nesta terça-feira (17) após os investidores respirarem aliviados com as indicações de que os juros nos Estados Unidos não vão subir mais rápido do que o esperado neste ano e, assim, afetar mais o fluxo global de capital.

A cena política eleitoral no Brasil também continuou no radar dos investidores, num momento importante para a consolidação de eventuais chapas.

O dólar recuou 0,49%, a R$ 3,8460 na venda. O dólar futuro era negociado com baixa de cerca de 0,4% no final da tarde.

Dólar ficou R$ 0,13 mais caro e Bovespa saltou 6% durante a Copa

"A confirmação de aumento gradual de juros [nos EUA] ajuda", afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior. "Isso significa menos medo do Fed", acrescentou, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano.

Nesta manhã, o chairman do Fed, Jerome Powell afirmou em depoimento no Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos que o caminho para continuar com aumentos graduais nas taxas de juros era o melhor. E acrescentou que o país está à beira de "vários anos" de mercado de trabalho forte e inflação ao redor da meta de 2% do Fed.

O Fed já elevou os juros duas vezes neste ano e indicou que fará novamente mais duas altas até o fim de 2018, mas os mercados globais temem alguma surpresa, sobretudo após a intensificação da guerra comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros, em especial a China.

Juros elevados têm potencial de atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

Internamente, os investidores ficavam cada vez mais cautelosos com a eleição presidencial de outubro, na reta final para os partidos confirmarem suas pré-candidaturas e eventuais coligações. O mercado teme que um candidato que considere menos comprometido com ajustes fiscais possa ganhar tração.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões.

Com isso, rolou o equivalente a US$ 7,7 bilhões do total que vence no próximo mês. Como tem feito recentemente, o BC não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio neste pregão.

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