Economia Dólar fecha em queda, a R$ 5,05, e Bolsa engata quarta alta seguida

Dólar fecha em queda, a R$ 5,05, e Bolsa engata quarta alta seguida

O dólar caiu 0,14%, o menor valor desde 5 de maio (R$ 5,0166). Ibovespa registra alta e subiu 1,22%, a 108.232,74 pontos

Reuters
O dólar caiu 0,14%, a R$ 5,0507 na venda

O dólar caiu 0,14%, a R$ 5,0507 na venda

REUTERS/Lee Jae-Won

O dólar oscilou ao longo de todo o pregão desta segunda-feira (16), mas acabou fechando as operações no mercado à vista em queda apenas leve. A aceleração das perdas da moeda no exterior na parte da tarde ajudou a atrair vendas por aqui, mas o mercado evitou embarcar numa ampla busca por risco ainda sob cautela depois da divulgação de fracos dados da China.

O dólar caiu 0,14%, a R$ 5,0507 na venda, o menor valor desde 5 de maio (R$ 5,0166).

Na B3, às 17h25 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,15%, a R$ 5,0805.

Já o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, subiu 1,22%, a 108.232,74 pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$ 24,3 bilhões. Com isso, o índice engatou a quarta alta consecutiva, com suporte de bancos, Vale e Petrobras, ainda que Wall Street tenha tido sessão sem direção comum. JBS e Hapvida ficaram entre as principais quedas do índice.

Variação da moeda norte-americana

A máxima e a mínima recentes do dólar estão em R$ 5,2110 (de 12 de maio) e R$ 5,0314 (-0,52%), desta segunda-feira.

Na máxima, alcançada ainda pela manhã, a cotação foi a R$ 5,105, alta de 0,93%. Mas a partir do começo da tarde ativos que se beneficiam da demanda por risco começaram a se recuperar no exterior.

O dólar australiano, por exemplo, que chegou a cair quase 1% na sessão, no fim da tarde subia 0,4%. O índice do dólar frente a uma cesta de divisas fortes caía 0,3%, após subir 0,2% na máxima.

O real compartilha com a moeda australiana uma maior sensibilidade à China, cujos dados mais cedo não trouxeram bons presságios. As atividades de varejo e industrial no país caíram acentuadamente em abril, com os extensos bloqueios contra a Covid-19 confinando trabalhadores e consumidores em suas casas.

Dados fracos no país, voraz consumidor de commodities e maior destino das exportações brasileiras, são vistos como sinal de menor dinamismo econômico em todo o mundo, o que eleva os já presentes riscos de recessão global ou mesmo estagflação, cenário em que o dólar se fortalece.

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse em evento nesta segunda-feira que a recente depreciação do real refletiu impacto da desaceleração da China, que enfrenta uma onda de Covid-19, e do aperto monetário implementado nos Estados Unidos, com efeito maior da China, ponderando haver incertezas no médio prazo.

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