Economia Dólar recua a R$ 5,11 com exterior positivo e dados locais melhores

Dólar recua a R$ 5,11 com exterior positivo e dados locais melhores

Às 12h28, a moeda norte-americana caia 1,21%, a R$ 5,1266  na venda, após tocar R$ 5,11585 na mínima da sessão

Reuters
Dólar caminha para queda no último pregão do mês

Dólar caminha para queda no último pregão do mês

Marcelo Del Pozo/Reuters - 16.11.2014

O dólar ampliou as perdas frente ao real no fim da manhã desta terça-feira (31), chegando à casa de R$ 5,11 em meio ao ambiente internacional positivo e a dados domésticos melhores do que o esperado, com a moeda refletindo ainda ajustes pouco antes da definição da Ptax de fim de mês.

Às 12h28, o dólar recuava 1,21%, a R$ 5,1266 na venda, após tocar R$ 5,11585 na mínima do pregão, queda de 1,41%.

"Ontem já foi um dia positivo no exterior, e o real não estava conseguindo aproveitar muito bem o otimismo externo", explicou Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital. "A percepção de que a redução de estímulos nos Estados Unidos vai começar só no final de ano começou a deixar o cenário mais favorável (para ativos arriscados) internacionalmente."

A moeda norte-americana tem perdido terreno globalmente desde sinalização mais "dovish" do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, na sexta-feira passada durante o simpósio econômico de Jackson Hole. O termo "dovish" se refere a uma abordagem menos conservadora acerca da inflação, o que poderia justificar estímulos monetários e juros baixos.

Elevando a expectativa de paciência na redução de estímulos pelo Fed, dados desta manhã mostraram que um índice que acompanha a confiança do consumidor norte-americano recuou para uma mínima em seis meses em agosto.

O índice do dólar chegou a tocar mínimas em mais três semanas nesta manhã. Rand sul-africano, lira turca, peso chileno e peso mexicano, pares do real, se valorizavam entre 0,3% e 1,3% nesta terça-feira.

Segundo Bergallo, o que ajudou o mercado de câmbio doméstico a entrar na onda de apetite por risco internacional foram dados locais um pouco melhores do que a expectativa do mercado.

O IBGE informou mais cedo que a taxa de desemprego chegou a 14,1% no trimestre até junho, de 14,6% nos três meses até maio. A mediana das previsões era de que a taxa ficaria em 14,4% no período.

Além disso, afirmou o especialista, "é normal ver pressão técnica no último dia do mês, neste caso de quem está vendido em contratos cambiais", devido à formação da Ptax de fim de mês. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que serve de referência para liquidação de derivativos. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes a suas posições.

Bergallo também afirmou que "não dá para deixar de considerar a precificação de mais altas da taxa Selic" à frente, que tendem a deixar o mercado de renda fixa local mais atraente para o investidor estrangeiro.

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