Dólar registra leve alta e passa a valer R$ 4,16

Valorização de 0,17% da moeda norte-americana na primeira sessão do último trimestre do ano foi guiada por temores de recessão nos EUA

Votação da Previdência impediu salto maior do dólar

Votação da Previdência impediu salto maior do dólar

Pixabay

O dólar fechou em alta de 0,17% ante o real nesta terça-feira (1º), a R$ 4,1624, na primeira sessão do mês e do último trimestre do ano, com o mercado de câmbio influenciado por um dia de forma geral negativo para ativos de risco, após dados nos Estados Unidos reforçarem temores de recessão na maior economia do mundo.

Apesar da alta, a moeda norte-americana, teve desempenho mais modesto do que em outras praças emergentes, com investidores citando o andamento da reforma da Previdência no Senado como fator para algum alívio ao câmbio nesta sessão.

Segue no radar a expectativa pela votação, em primeiro turno, da reforma no Senado ainda para esta terça. A votação em segundo turno é esperada para a próxima semana. Mais cedo, a CCJ do Senado aprovou o parecer do relator da reforma da Previdência, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), sobre as emendas de plenário apresentadas ao texto e concluiu a análise da proposta.

Com isso, o dólar subiu menos aqui do que no exterior. A moeda saltava 1,2% ante a lira turca e o rand sul-africano no fim da tarde, na esteira da saída de investidores de ativos considerados mais arriscados. Pelo mesmo motivo, as bolsas de valores dos EUA caíram mais de 1%.

Estrategistas do Rabobank revisaram estimativa para o dólar de R$ 3,80 para R$ 3,90 ao fim de 2019 e 2020. Segundo os profissionais, apesar da "falta de visibilidade por ora", a saúde do balanço de pagamentos, pressões inflacionárias muito limitadas e novos progressos na agenda de reformas ajudarão o Brasil a se manter no grupo de economias emergentes "mais resilientes".

"Esse é outro e forte argumento para se esperar alguma queda na taxa do dólar", afirmaram estrategistas em nota.