Economia Dólar sobe e caminha para encerrar 1ª semana do ano perto de R$ 5,70

Dólar sobe e caminha para encerrar 1ª semana do ano perto de R$ 5,70

Alta de 0,3% da moeda norte-americana ocorre com apreensão por relatório de emprego dos Estados Unidos

  • Economia | Do R7

Dólar comercial é negociado por R$ 5,697

Dólar comercial é negociado por R$ 5,697

Marcello Casal JrAgência Brasil - 24.04.2019

O dólar passava a subir frente ao real nesta sexta-feira (7), a caminho de encerrar a primeira semana de 2022 em alta, com agentes do mercado aguardando a divulgação de um importante relatório de emprego dos Estados Unidos, que tem potencial de reforçar expectativas de aumentos de juros antecipados na maior economia do mundo.

Às 9h49 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,31%, a R$ 5,6977 na venda, abandonando perdas registradas no início da sessão. Na B3, às 9h49 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,22%, a R$ 5,727.

Com esse desempenho, a moeda spot ficava a caminho de encerrar a semana em alta de mais de 2%, depois de ter fechado o último pregão de 2021 em R$ 5,5735 na venda. A divisa norte-americana fechou a quinta-feira em queda de 0,57%, a R$ 5,6802 na venda.

Os dados do Departamento do Trabalho norte-americano, que serão divulgados às 10h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira, devem mostrar a abertura de 400 mil vagas de trabalho no mês passado, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas. Se o resultado corresponder às expectativas, um total de 6,5 milhões de postos terão sido criados em 2021.

Caso a leitura forte seja confirmada, deverá intensificar apostas num aumento de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, já em março deste ano, perspectiva que foi impulsionada nesta semana pela divulgação da ata da última reunião de política monetária da instituição.

O documento revelou maior preocupação com a inflação elevada por parte das autoridades do Fed, que também enxergam condições de aperto no mercado de trabalho, o que justificaria aumento nos custos dos empréstimos antes do esperado e, posteriormente, redução do balanço do banco.

"A ata do Fed para a reunião de dezembro foi 'hawkish' (mais dura em relação à inflação) e riscos menores relacionados à variante Ômicron significam que o Fed pode ser ainda mais 'hawkish' agora", disse o Citi em relatório divulgado na madrugada desta sexta-feira (no horário de Brasília).

"Com os rendimentos dos Estados Unidos provavelmente subindo com a aproximação do aumento de juros pelo Fed, esperamos um câmbio de mercados emergentes mais fraco" no início de 2022, acrescentou o credor norte-americano.

Custos de empréstimos mais altos nos EUA elevam a atratividade dos títulos soberanos do país, o que tende a aumentar o fluxo de recursos para lá e, consequentemente, apoiar o dólar frente a moedas mais arriscadas.

No Brasil, entretanto, o real pode "continuar a se beneficiar de um 'carry' (taxa de retorno oferecida pela moeda) mais alto na esteira de um ciclo de elevação de juros que foi mais rápido do que a média dos mercados emergentes", disse o Citi, ainda que riscos como a desaceleração do crescimento e a deterioração fiscal continuem no radar.

A taxa Selic está atualmente em 9,25% ao ano, depois de ser elevada ao longo de 2021 ante uma mínima histórica de 2% atingida durante a pandemia de Covid-19. A expectativa na mais recente pesquisa semanal Focus, do Banco Central, é de que os juros básicos cheguem a 11,50% neste ano.

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