Economia Dólar sobe pela terceira vez consecutiva e vale R$ 4,13

Dólar sobe pela terceira vez consecutiva e vale R$ 4,13

Alta de 0,37%, que renova maior patamar da moeda norte-americana em quase um ano, foi guiada por incerteza comercial no exterior

Dólar

Dólar tem maior valor desde 18 de setembro de 2018

Dólar tem maior valor desde 18 de setembro de 2018

Jose Luis Gonzalez/Reuters - 12.2.2018

O dólar começou a semana em nova alta contra o real, renovando a máxima em quase um ano, com o mercado ansioso acerca de ofertas de liquidez no plano doméstico tendo como pano de fundo um ambiente de incerteza comercial no exterior.

O dólar à vista fechou com valorização de 0,37%, a R$ 4,1396 na venda. É o maior nível para um término de sessão desde 18 de setembro de 2018 (R$ 4,1422 na venda).

Na máxima intradiária, o dólar à vista saiu a R$ 4,1640. Pelas taxas de compra, a cotação mais elevada foi de R$ 4,1624, maior patamar durante os negócios desde 19 de setembro de 2018 (R$ 4,1752 na compra).

O cenário externo arisco voltou a pesar sobre o câmbio, e analistas têm destacado a persistência da fragilidade do real, que em agosto consegue ter desempenho melhor apenas que o combalido peso argentino.

O novo dia de alta do dólar ocorreu a despeito de o Banco Central ter anunciado, na sexta à noite, que dará sequência ao longo de setembro às trocas de swaps cambiais por dólares das reservas, em operação que pode colocar no mercado à vista até US$ 11,6 bilhões.

"Começa a haver mais comentário sobre a necessidade de o BC ser mais ativo e fazer venda de dólares 'novos' das reservas", disse um gestor, sob condição de anonimato.

Outro profissional chamou atenção para o vencimento de US$ 3,8 bilhões em linhas de moeda com compromisso de recompra previsto para o começo de setembro. Até o momento o BC não anunciou a rolagem desses recursos, o que tem aumentado a ansiedade de profissionais do câmbio diante do risco de esse montante ou parte dele ser retirado do sistema.