Economia Dólar tem leve queda e fecha a segunda-feira cotado a R$ 5,59

Dólar tem leve queda e fecha a segunda-feira cotado a R$ 5,59

Recuo de 0,22% da moeda norte-americana foi guiada por otimismo sobre tratamentos contra a covid-19

  • Economia | Do R7

Dólar oscilou entre R$ 5,56 e R$ 5,61 ao longo do dia

Dólar oscilou entre R$ 5,56 e R$ 5,61 ao longo do dia

Rick Wilking/Reuters

O dólar à vista fechou em leve queda ante o real nesta segunda-feira (24), longe das mínimas da sessão, com as oscilações no mercado de câmbio se estabilizando na parte da tarde em meio a variações discretas nas moedas também no exterior, num dia marcado por otimismo sobre tratamentos contra a covid-19.

No fechamento do dia, a moeda norte-americana caiu 0,22%, a R$ 5,5942 na venda. Na mínima, atingida ainda na primeira hora de negócios, desceu a R$ 5,5593 (-0,85%) e, na máxima (alcançada por volta de 11h30), tocou R$ 5,613 (+0,11%).

De forma geral, a sessão teve poucos drivers domésticos, o que abriu espaço para alguma acomodação do câmbio depois de uma semana passada de maior pressão por causa de renovados temores fiscais.

No meio da tarde, quando o dólar era cotado por volta de R$ 5,57, a notícia de que o governo decidiu adiar o anúncio do pacote de medidas econômicas ajudou a alimentar alguma pressão de compra de dólares, que na sequência voltou a superar R$ 5,60, fechando o pregão perto desse patamar.

O pacote de medidas prometido pela equipe econômica é visto como uma oportunidade de o governo enviar forte sinal ao mercado sobre gestão responsável das contas públicas. Ruídos internos na área econômica do governo e com outros ministérios geraram apreensão sobre riscos de aumento adicional de gastos depois de 2020, o que comprometeria a confiança na trajetória fiscal.

Na semana passada, o dólar emendou a quarta semana consecutiva de valorização — o que não ocorria desde o fim de abril —, amparado pelo somatório de desconforto fiscal doméstico e reavivamento da divisa no exterior.

O real cai 28,27% neste ano, pior desempenho global, em parte pelas incertezas fiscais e pela queda expressiva nas taxas de retorno pagas pela renda fixa brasileira, na esteira da baixa da Selic a mínimas recordes.

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