Economia Dólar vai a R$ 5,67, nova máxima em mais de seis meses

Dólar vai a R$ 5,67, nova máxima em mais de seis meses

A moeda fechou o primeiro pregão de novembro em alta de 0,52%, seu maior patamar desde 13 de abril deste ano

Reuters
A moeda chegou a flertar com a marca de R$ 5,69 na máxima do dia

A moeda chegou a flertar com a marca de R$ 5,69 na máxima do dia

Dado Ruvic/Illustration/Reuters - 05.05.2021

O dólar registrou ganhos ante o real nesta segunda-feira (1º), véspera de feriado no Brasil, com investidores elevando a cautela em início de semana que prevê votação da PEC dos Precatórios no Congresso, divulgação da ata do Copom, reunião do Federal Reserve e dados de emprego dos Estados Unidos.

O dólar à vista fechou o primeiro pregão de novembro em alta de 0,52%, a R$ 5,6712 na venda, o maior patamar para encerramento desde 13 de abril deste ano (R$ 5,7175). A moeda chegou a flertar com a marca de R$ 5,69 na máxima do dia, indo a R$ 5,6892.

Na B3, o dólar futuro subia 0,73%, para R$ 5,7015.

Alexandre Netto, chefe de câmbio da Acqua-Vero Investimentos, chamou atenção para a liquidez mais fraca nesta sessão, antes do feriado de terça-feira, Dia de Finados, atribuindo a movimentação do dólar ainda a "preocupações fiscais e políticas".

Nesta sessão, o foco dos investidores recaiu sobre a PEC dos Precatórios, que deve ser votada na quarta-feira. Sua aprovação é crucial para que o governo federal consiga abrir espaço fiscal para promover o Auxílio Brasil no valor de 400 reais por família, mas a PEC tem enfrentado a resistência de parlamentares, e adiamentos em sua votação no Congresso levantaram temores sobre o que o governo fará caso a proposta não passe.

"Existem riscos relevantes para a matéria, e uma alternativa para sustentar os gastos pretendidos pelo governo em 2022 poderia ser ainda mais danosa para o futuro fiscal do país", disseram analistas da Levante Investimentos em nota.

Ainda nesta quarta-feira, o Banco Central divulgará a ata de sua última reunião de política monetária, e os mercados ficarão atentos à linguagem que a autarquia adotará, depois que a mais recente elevação da taxa Selic foi vista por alguns operadores como tímida demais para conter as crescentes expectativas de inflação domésticas.

Em sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC aumentou os juros básicos em 150 pontos-base, para 7,75% ao ano.

No exterior, outras moedas emergentes importantes, como o peso mexicano, também perderam terreno para o dólar nesta segunda-feira, com os investidores elevando a cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve, que se encerra na quarta.

Há ampla expectativa de que o banco central americano anuncie o início da redução de suas compras mensais de títulos no fim do encontro, uma vez que a inflação nos Estados Unidos parece mais persistente do que o inicialmente esperado pelas autoridades. A reversão dessa medida de estímulo é vista como positiva para o dólar.

Também estavam no radar dos investidores dados sobre a criação de vagas de trabalho nos EUA, que serão divulgados na sexta-feira. O relatório, conhecido como "payroll", é considerado fonte de informação importante para a condução da política monetária do Federal Reserve.

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