Economia Donos de supermercados reduzem a 0% chance de contratações

Donos de supermercados reduzem a 0% chance de contratações

Se em junho 23% queriam reforçar quadro de funcionários, números de julho mostram que os empresários do setor preferem não investir agora

  • Economia | Do R7

Mercados não vão ajudar a reduzir desemprego

Mercados não vão ajudar a reduzir desemprego

Marcello Casal/Agência Brasil

A pesquisa mensal da Associação Paulista de Supermercado (Apas) mostra que os empresários do setor estão menos otimistas com a recuperação econômica e descartam qualquer contratação em suas lojas no momento.

Supermercados paulistas vendem em maio 12,3% mais que em 2019

Se no mês passada 23% diziam que iriam reforçar o quadro de funcionários com a perspectiva de melhora na economia, o índice caiu a 0% em julho. Eram 24% em maio e 56% tanto em abril quanto março, meses afetados pela pandemia.

Além de não contratar, o segmento responsável por inúmeros empregos no país cogita aumentar a já enorme fila de desempregados: de acordo com o levantamento, 11% dos supermercados pretendem demitir. 

Durante a crise sanitária ocorrida com o avanço da covid-19 no país, o setor contratou colaboradores temporários para atender ao aumento na demanda e para repor vagas de funcionários do grupo de risco que tiveram de se afastar nesse período. 

Considerados essenciais à economia pelo governo federal, os supermercados foram uma das poucas atividades econômicas abertas desde o início da crise sanitária.

Na pesquisa mensal feita com seus associados, a Apas, que representa 1.500 empresas com cerca de 4.000 lojas, constatou ainda que aumentou de 31% para 46% a quantidade de empresários neutros (nem otimistas nem pessimistas) em relação aos próximos meses.

No mês passad0, 30% se mostravam otimistas, agora são 16%. Os pessimistas se mantiveram em patamar parecido: 39% em junho e 38% em julho. Como comparação, há um ano 24% estavam desanimados, enquanto 53% se mostravam neutros e 23% viam boas perspectivas no futuro. 

O fator que causou maior impacto, diz a entidade, foi a expectativa de uma baixa atividade econômica do PIB no segundo semestre. A reabertura de bares, restaurantes e shoppings também deve ter impacto negativo nas vendas do segmento.

“Para muitos, o cenário ainda é nebuloso. Principalmente quanto ao comportamento do consumidor frente à abertura de outros varejos e o fim a da ajuda financeira do governo”, explica o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos.

Dia dos Pais

Para os empresários, a expectativa de vendas para o Dia dos Pais será de crescimento de 0,5% em comparação com o ano passado.

Em tempos de afastamento social e ‘lembrancinhas’, os supermercados apostam em vinhos e kits de cerveja, utilitários de churrasco, perfumaria, eletrônicos e vestuário em geral. “Durante a pandemia, nos meses anteriores, a venda de vinhos chegou a subir 60% no volume de vendas. A popularização torna o líquido um presente cada vez mais viável”, destaca Santos.

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