Economize Abobrinha, chuchu e cebola puxam alta nos preços dos supermercados

Abobrinha, chuchu e cebola puxam alta nos preços dos supermercados

Indicador da Apas mostra que mesmo com a inflação dos alimentos a 1%, custo continua elevado

  • Economize | Márcia Rodrigues, do R7

Preço da abobrinha subiu 28,47% em janeiro nos supermercados

Preço da abobrinha subiu 28,47% em janeiro nos supermercados

Pixabay

Produtos de hortifruti como abobrinha, chuchu e cebola foram os que mais registraram alta de preço nos supermercados em janeiro. É o que aponta o IPS (Índice de Preços dos Supermercados), calculado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados)/Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Apesar de o indicador ter apontado uma inflação de apenas 1% nos supermercados no primeiro mês do ano, o preço da maioria os produtos comercializados continuou a subir:

Em janeiro, os itens de hortifrutti foram os que mais pressionaram os preços, com 4,35% de inflação.

• Abobrinha (28,47%);
• Chuchu (25,69%);
• Cebola (23,70%)
• Melão (23,60%);
• Tomate (22,32%);
• Abacaxi (20,39%);
• Pepino (19,32%);
• Couve (12,52%); e
• Alface (10,47%).

Os legumes, verduras e tubérculos registraram os maiores índices dentro do segmento FLV (12,16%; 6,45% e 6,36%).

Outros artigos de hortifruti, porém, registram queda de preço:

• Maracujá (14,20%);
• Mamão (12,21%);
• Repolho (9,28%);
• Limão (7,39%);
• Jiló (6,69%);
• Quiabo (4,22%) e
• Laranja (3,03%).

Arte R7

Carnes e queijos preocupam setor supermercadista

O preço das carnes bovina, de frango e suína que deveria dar um alívio para o consumidor em janeiro, já começou a sentir a influência da majoração de 0,8% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estabelecida pelo governo do Estado de São Paulo desde o dia 15 do primeiro mês do ano.

Essas proteínas registram as seguintes variações de preço:

• Carne bovina: 0,61% (janeiro) e de 16,3% (ano);
• Carne suína: 0,24% (janeiro) e de 31,56% (ano); e
• Carne de frango: queda de 1,33% (janeiro) e de 15,81% (ano).

Arroz começou ano com baixa nos preços

A pesquisa  mostra uma acomodação em diversos produtos em decorrência do fim do auxílio emergencial, variação cambial estabilizada e cadeia de logística adaptada após a alta variação de preços detectada no segundo semestre de 2020.

Uma menor intensidade de exportações para a China no início de 2021 (-7,8% em comparação a jan/20) fez o preço da carne suína recuar -1,33% em janeiro.

A Apas informa que o cenário está longe de ser um ciclo de quedas de preços, porém mostra uma acomodação no médio prazo.

O arroz, que chegou a registrar 17% de aumento em setembro de 2020, começou o ano com apenas 0,67%.

As safras de outros países reforçaram a oferta global e as importações provenientes da Índia e Estados Unidos no fim do ano passado ajudaram a recuar o preço.

No caso do óleo de soja, as condições climáticas forçaram o atraso na colheita e as exportações caíram 96% comparado com janeiro de 2020.

Isso causou desaceleração de preços e a inflação de janeiro foi 0,03%. Em setembro de 2020 o item registrou alta de 30,62%.

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