Inflação

Economize BC começa reunião que deve elevar taxa de juros pela 4ª vez seguida

BC começa reunião que deve elevar taxa de juros pela 4ª vez seguida

Expectativas do mercado financeiro apontam que a Selic pode subir a 5,25% ao ano e atingir maior patamar desde o fim de 2019

  • Economize | Alexandre Garcia, do R7

Veredito do Copom sai amanhã, após as 18h30

Veredito do Copom sai amanhã, após as 18h30

Enildo Amaral/BCB

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) começa nesta terça-feira (3) a reunião que vai definir o novo patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

Se as expectativas do mercado financeiro foram confirmadas, o veredito vai elevar a Selic pela quarta vez seguida e a taxa básica pode alcançar os 5,25% ao ano e atingir o maior patamar desde o fim de 2019.

Leia mais: Entenda como a redução da Selic impacta seus investimentos

A decisão a respeito dos novos juros será anunciada amanhã (4), após as 18h30, e ficará vigente por ao menos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

No último encontro, quando aumentou a Selic para 4,25% ao ano, o Copom afirmou que a decisão reflete "um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação" e foi necessária "para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários" sobre os preços.

Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Nesta terça, o presidente do BC (Banco Central), Roberto Oliveira Campos, e os diretores da autoridade monetária realizam apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Amanhã, o comitê projeta as possibilidades futuras e define a nova Selic.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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