Cerca de 13,2 milhões vão comprar presentes de Natal em cima da hora

Principais motivos para adiar as compras foram possibilidade de encontrar descontos e esperar a segunda parcela do 13º salário

Consumidores esperam encontrar melhores descontos

Consumidores esperam encontrar melhores descontos

Aloisio Maurício/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo - 13.12.2019

Cerca de 13,2 milhões de brasileiros deixaram para comprar o presente de Natal em cima da hora, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (18) pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). 

O dado corresponde a 10% dos consumidores que têm a intenção de presentear alguém no Natal. O principal motivo para os brasileiros que deixaram para comprar os presentes na última semana é a possibilidade de encontrar promoções (48%). 

Outros motivos frequentes são esperar o pagamento da segunda parcela do 13º salário (20%), falta de tempo (12%), falta de organização (11%), e preguiça (10%).

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma que as compras em cima da hora podem atrapalhar o orçamento. “A pressa é inimiga do planejamento financeiro. Na correria para garantir todos os itens da lista e não deixar ninguém sem presente, muitas pessoas acabam recorrendo ao parcelamento de forma impensada ou compram o produto na primeira loja que visitam. O recomendado é preparar uma lista de todos os presenteados, estipular o quanto se pode gastar e sair de casa com o dinheiro contado. Isso ajuda a evitar que o consumidor gaste além do valor previsto”, afirma. 

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, diz que "ao deixar para a última hora, o consumidor também corre o risco de não encontrar o produto desejado. Com as lojas cheias, alguns produtos ficam sem estoque e o consumidor, para não deixar a data passar em branco, pode acabar comprando algo mais caro e que extrapola a sua capacidade do orçamento”.

Apenas 3% dos entrevistados afirmam que vão adiar as compras para janeiro para aproveitar as liquidações de começo de ano. 

A maior parte dos consumidores se organizou para garantir os presentes ao longo do mês de novembro (30%) ou na primeira quinzena de dezembro (41%).

Metodologia da pesquisa

Foram ouvidas 686 pessoas nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de 3,7 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%.