Economize Cesar Filho explica como ensinou herdeiros a cuidarem do dinheiro

Cesar Filho explica como ensinou herdeiros a cuidarem do dinheiro

Avós e bisavós participaram da decisão de iniciar um investimento para eles e fazem aportes recorrentes para os netos

  • Economize | Márcia Rodrigues, do R7

César Filho estimula filhos a cuidarem do próprio dinheiro: 'só não podem sacar'.

César Filho estimula filhos a cuidarem do próprio dinheiro: 'só não podem sacar'.

Divulgação/Record TV

Desde pequenos os herdeiros do apresentador da Record TV César Filho, Luma e Luigi, contam com um plano de previdência privada criado por ele e sua mulher, a atriz Elaine Mickely, a pedido dos avós e bisavós.

"Faz parte da nossa cultura que os avós pensem em criar uma caderneta de poupança para os netos. No nosso caso, eles escolheram um plano de previdência privada e começaram a fazer depósitos regulares. Meus filhos tiveram muita sorte por conhecerem também os bisavós, e eles também contribuem com o seu pé de meia", diz César.

O apresentador conta que sempre falou com os filhos sobre a importância de cuidar bem do dinheiro e de terem uma reserva financeira para garantir o seu futuro.

Atualmente, Luigi e Luma têm, respectivamente, 17 e 21 anos, mas ambos contam com o plano de previdência há uns 15 anos.

César Filho diz que não interfere no investimento dos herdeiros e, inclusive, estimula os dois a acompanharem a movimentação e a administrarem seu dinheiro.

"Luigi sempre teve um lado empreendedor muito forte e adora acompanhar a movimentação da bolsa de valores e se arriscar no mercado financeiro. Luma não é tão interessada quanto ele e acaba seguindo as orientações do irmão", conta César.

Da esq. para dir.: Luigi, Elaine, César e Luma: 'filho adora acompanhar a bolsa de valores'.

Da esq. para dir.: Luigi, Elaine, César e Luma: 'filho adora acompanhar a bolsa de valores'.

Reprodução/redes sociais

Segundo o apresentador, os filhos têm total autonomia para mexer no plano de previdência, que permite a alocação de recursos para renda fixa e variável, por exemplo. A única recomendação é não efetuar nenhum saque.

"Acho importante permitir que os dois cuidem do próprio dinheiro para se familiarizarem com o funcionamento do mercado financeiro e a valorizarem as coisas. É uma forma de eles entenderem a importância de se criar uma reserva hoje para garantir a sua formação na faculdade e um padrão de vida confortável no futuro."

Número de investidores com até 15 anos sobe 65% em um ano

Em um ano, o volume de investidores com até 15 anos de idade cadastrados na bolsa de valores aumentou 65,5%.

O número passou de 13.070 — 7.347 (homens) e 5.723 (mulheres) — , em outubro de 2020, para 21.630 — 12.082 (homens) e 9.548 (mulheres) —, em outubro deste ano.

Na faixa etária dos 16 aos 25 anos, a participação vem se mostrando expressiva também. Em outubro deste ano, a Bolsa soma 481.023 pessoas com esse perfil. Em igual período de 2020 eram 415.237, ou seja, alta de 15,84%.

Para Miguel José de Oliveira, diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), o aumento do cadastro de CPF de menores de idade na Bolsa de Valores mostra que a educação financeira está finalmente começando a tomar forma no Brasil.

"O número de investidores menores de idade na Bolsa mostra que os pais estão orientando os filhos a darem mais valor ao dinheiro", diz Oliveira.

Ele lembra que as próprias escolas estão mais preocupadas em trazer informações sobre o assunto e mostrar às crianças o impacto do dinheiro em nossa vida.

"Claro que ainda precisamos avançar muito, o número de endividados no país ainda é elevado, mas é com os jovens que se começa", anima-se o especialista.

Saiba como inserir a educação financeira na rotina das crianças

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