Como guardar dinheiro para momentos de crise

Sophia Camargo ensina a olhar para o futuro e planejar o uso responsável do dinheiro; meta é fazer e manter reservas financeiras

Crise provocada pela COVID-19 gerou impacto global na Economia

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Uma das lições mais importantes da crise gerada pela pandemia é a certeza de que, em se tratando de dinheiro, o melhor é manter reservas para o futuro. As incertezas do mercado financeiro atingiram a população em escala global e o desafio, a partir de agora, é estabelecer novos hábitos de consumo. E a partir deles, economizar para os tempos difíceis.

É sobre planejamento financeiro e uso responsável do dinheiro que o R7 consultou a jornalista e advogada especializada em finanças, Sophia Camargo. “A reserva financeira é um colchão que serve para amparar a família no momento em que acontecem gastos imprevistos, impedindo que ela se endivide”, explica. “Se a família vive com o orçamento apertado, pagando contas e não sobra nada no fim do mês, no momento em que uma despesa extra acontece a chance de se endividar é grande”.

A finalidade de uma reserva financeira é proteger quem poupa; em se tratando de metas, para garantir a tranquilidade o ideal é que se possa guardar “ao menos seis meses de salário ou da renda líquida, que é o valor recebido após todos os descontos”, ensina Sophia. “É preciso calcular o risco existente de ficar sem nenhuma renda”.

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Como começar

Entender o orçamento doméstico é o primeiro passo para se organizar

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Essa é uma recomendação válida para os indivíduos com carteira assinada, mais sujeitos à volatilidade do mercado de trabalho. No caso de um funcionário público concursado, com estabilidade garantida, o montante sugerido é o equivalente a quatro meses de renda. Já um profissional liberal ou autônomo, sem salário fixo e nem estabilidade, deve ter em mente um valor maior: no mínimo um ano de renda acumulada.

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Para quem nunca poupou na vida, Sophia indica “fazer o orçamento doméstico e depois de verificar tudo o que recebe e tudo o que gasta, para cortar os gastos supérfluos e fazer com que sobre dinheiro”. Feita a lição de casa, é hora de assumir um compromisso importantíssimo. “Poupar de 10% a 15% da renda líquida mensalmente, para compor a reserva financeira. Ela deve ficar separada para esse fim. Caso seja utilizada, é mandatório voltar a poupar imediatamente para sua recomposição”, enfatiza.

Há produtos de investimentos que podem ser contratados para esse fim e Sophia recomenda os de liquidez imediata. Tesouro Direto, Fundos de Investimento e CDB de liquidez diária fazem parte desse grupo. Afinal, durante uma crise ou emergência, é preciso garantir que se possa fazer o resgate e colocar o dinheiro à disposição sem esperar dias por isso. Conheça as opções da CM Capital, com taxa zero e consultores à disposição pelo aplicativo, e comece já a montar seu patrimônio.

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