Confira 5 dicas para não sair gastando na volta do comércio

Apesar de a reabertura gradual dos shoppings e demais lojas de rua, especialistas recomendam cautela devido ao período de incertezas

Comércio de rua já está liberado

Comércio de rua já está liberado

Agif/Folhapress - 17.06.2020

A abertura de shoppings e comércios de rua faz parte do plano de retomada gradual da economia do governo. Mas vale a pena sair correndo para fazer compras desesperadamente para recuperar o tempo perdido?

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Para especialistas ouvidos pelo R7 Economize, o momento é de incertezas e, por isso, exige muita cautela e o consumo consciente.

A flexibilização é importante para permitir a sobrevivência de alguns negócios que já estão no limite de reservas e possibilidades de financiamento
Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV

Teixeira acrescenta que pode-se esperar um período de retorno ao consumo com um certo comedimento, até mesmo porque os horários de funcionamento estarão reduzidos.

O educador financeiro Ivan Sanches aconselha a consumir com cautela. "Muitos perceberam que é possível viver de uma maneira mais simples. O momento exige que essa cultura seja mantida."

Luanne Holanda, digital influencer, que conta com mais de 19 mil seguidores na página que mantém no Instagram sobre consumo consciente, recomenda que, se for necessário comprar, para se optar por produtos de qualidade e não descartáveis.

A pedido do R7, Teixeira, Sanches e Luanne elaboraram dicas para o consumidor não sair gastando por aí. Confira.

Veja 5 dicas para não comprar em excesso

1- Não compre por impulso

Teixeira frisa que o momento ainda é de incerteza para a economia, por isso o negócio é ponderar e avaliar se aquele produto ou serviço é realmente importante. 

"Não faça compras por impulso. Antes de adquirir qualquer coisa avalie, planeje e faça as contas para ver se aquele valor não lhe fará falta", aconselha Ricardo Teixeira.

2- Fique atento às reservas financeiras

De onde sairá o dinheiro para comprar aquele produto ou serviço? É da sua reserva financeira de emergência? Se for, avalie quanto restará nesse caixa que o próprio que é para ser utilizado em situações que fogem do controle.

Se pergunte se vale a pena abrir mão da liquidez que dispõe para uma ocasião que realmente seja necessária para adquirir o produto ou serviço.

3- Controle a ansiedade

Se para você é tentador sair sem fazer uma compra, que tal evitar locais que incentivam o consumismo? Você realmente vai utilizar tudo o que deseja adquirir mesmo com as restrições para sair de casa?

"Se a pessoa não consegue controlar essa impulsividade, ao invés de ir ao shopping, que tal pensar em um outro tipo de passeio que não tenha comércio ou produtos que não resiste ver sem comprar?", disse Ivan Sanches.

4- Fique de olho nos preços

Para Luanne, o consumidor também deve prestar atenção no preço e na qualidade dos produtos.

"Pensar sobre o valor é de extrema importância para que a gente desenvolva um senso crítico sobre o que é 'barato' e 'caro', optando sempre pelos bens duráveis e não descartáveis para desestimular o consumo".

5- Saber de quem está comprando 

Holanda também destaca a importância de se saber a origem dos produtos. Ela conta que "após ver imagens de filas imensas nas portas de centros comerciais" resolveu falar mais sobre o assunto e fazer um alerta.

"É importante saber de quem está comprando. Se questionar se comprar de tal pessoa/empresa é a melhor opção, se é confiável e se valoriza todo o sistema de produção."

*Estagiário do R7, sob supervisão de Márcia Rodrigues