Confira 7 dicas para diversificar sua carteira de investimentos

Especialistas afirmam que mesclar as aplicações financeiras diminui os riscos em períodos de crises, como a pandemia do novo coronavírus

Diversificar investimentos reduz os riscos do mercado

Diversificar investimentos reduz os riscos do mercado

Pixabay

As incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus afetaram a economia e, consequentemente, os investimentos.

Para especialistas, o período vem deixando cada vez mais evidente a importância de se diversificar as aplicações para reduzir riscos e perdas.

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"A pandemia afetou diretamente os ativos [investimentos] de risco, como ações, fundos imobiliários, fundos multi-mercados", afirma Walter Poladian, planejador financeiro e sócio-fundador do Fliper.

Em cenários de crise, é possível encontrar boas oportunidades de investimentos por conta dos riscos serem maiores.
Walter Poladian

Poladian destaca a importância de se otimizar a carteira para não perder a rentabilidade dos investimentos em períodos de crise.

O que significa otimizar a carteira?

"Podemos chamar de otimizar a carteira de investimentos, diversificando os ativos para deixa-la mais adequada ao cenário em vigor", explica Felipe Dexheimer, head de alocação da XP Investimentos.

É importante, segundo Dexheimer, estar atento "para ter certeza, por exemplo, de que as proteções que você escolheu ainda funcionam, já que a situação pode mudar ao longo do tempo".

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"Quando o investidor diversifica ele se protege do imprevisível e de situações futuras que fogem do seu controle", diz Matheus Soares, analista da Rico Investimentos.

Ele cita como exemplo o caso da queda da Bolsa em março com o impacto da covid-19.

É importante escolher ativos sem correlação para que eles tenham um desempenho diferente dentro de uma carteira de investimentos
Matheus Soares

Dicas para otimizar seus investimentos

A pedido do R7 Economize, Poladian, Dexheimer e Soares elencaram algumas dicas para ajudar os investidores a otimizarem a carteira de investimentos.

1- Visão a longo prazo

Poladian alerta para os riscos em investir em ações e fundos imobiliários, que possuem muitos riscos. 

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"Retornos financeiros maiores sempre acarretam em maiores riscos. O importante é ter visão de longo prazo, se planejar e diversificar sua carteira de acordo com o cenário do mercado e seu perfil de investidor", aconselha o educador financeiro.

2- Carteira diversificada

Ter uma carteira bem planejada e adequada ao seu orçamento ajuda a reduzir os impactos negativos do cenário econômico.

Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta
Walter Poladian

O risco de concentrar grande parte do patrimônio em um único investimento é maior do que dividir o dinheiro em ativos de diferentes categorias e sem correlação. 

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"O mais importante é definir quanto alocar em cada classe de ativos e ir balanceando as alocações de acordo com os cenários previstos", afirma Poladian.

3- Disciplina e análise

Dexheimer destaca que a cada mês é importante reservar duas horas para fazer uma revisão de base com as expectativas e prognósticos.

4- Perfil de investidor

Antes de alocar dinheiro em investimentos se deve fazer uma análise sobre qual seu perfil de investidor.

"Se é mais conservador e prefere não correr tantos riscos, mais moderado ou agressivo", explica Soares.

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"A meta, portanto, é buscar a melhor relação de risco e retorno de acordo com seu perfil e objetivos", diz Poladian.

5- Acompanhe o noticiário

Soares também destaca que acompanhar as análises de especialistas e profissionais da área econômica ajudam na hora de otimizar os investimentos.

6- Abuse da tecnologia

É essencial que o investidor tenha uma visão clara e transparente de toda a sua carteira de investimentos. 

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Quando investimentos estão em diferentes contas e instituições, o investidor não consegue saber ao certo qual percentual do seu patrimônio está alocado em cada ativo e classe de ativo.

"Com um aplicativo que consolida toda sua carteira de forma automática em um único lugar, você consegue otimizar seu tempo e fazer a gestão da sua carteira de forma mais eficiente", orienta Poladian.

7- Reserva de emergência

Por fim, essa dica é importante tanto para quem já é investidor quanto para quem ainda está começando. Mantenha sempre uma reserva de emergência.

"É importante alocar, pelo menos, seis vezes o valor de seus gastos mensais em ativos de baixíssimo risco e com possibilidade de resgate rápido", aconselha Poladian.

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Ele cita como exemplo os fundos DI RF Simples com taxa zero, que investem apenas em Tesouro Selic.

Essa reserva ajuda a cobrir despesas de curto prazo e aproveitar oportunidades de investimentos que apareçam no meio do caminho. 

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"Este colchão de liquidez permitirá ao investidor tomar riscos com outra parte dos seus recursos, visando mais o longo prazo", finaliza o educador financeiro.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Márcia Rodrigues