Economize Confira cinco dicas para iniciar a educação financeira do seu filho

Confira cinco dicas para iniciar a educação financeira do seu filho

Assunto precisa ser incorporado no dia a dia da criança, que também deve participar das discussões sobre os gastos e o orçamento da casa

  • Economize | Raphael Fernandes*, do R7

Educação financeira evita conflitos futuros

Educação financeira evita conflitos futuros

Pixabay

A pandemia do novo coronavírus fez muitas famílias reverem o orçamento e cortarem gastos desnecessários para manter o equilíbrio financeiro neste período. 

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Em período de recessão econômica, a recomendação dos especialistas é unir a família, explicar a situação e traçar um plano de redução de gastos.

E como falar sobre dinheiro com as crianças? Para Teresa Tayra, educadora financeira, é importante incorporar o assunto e a base do consumo consciente desde cedo na vida dos pequenos.

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Teresa faz parte do projeto Educação Financeira Já, que faz parceria com empresas privadas para oferecer cursos sobre o tema em escolas públicas.

Para o educador financeiro Ivan Sanches, as informações transmitidas para as crianças devem ser adequadas a sua idade.

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A pedido do R7 Economize, Teresa e Sanches listaram cinco dicas para ajudar os pais a iniciaram a educação financeira dos filhos. Confira abaixo:

1- Evite exposição a propagandas

As crianças estão sendo cada vez mais bombardeadas por propagandas com foco no público infantil.

São brinquedos, mochila do super-herói preferido, celular com joguinhos que encantam os pequenos e acabam sendo comprados por pais cheios de remorso, pela sua ausência no dia a dia, para agradar os filhos.

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É importante reduzir o contato das crianças com o excesso de propagandas e mostrar para elas que é possível criar seus próprios brinquedos sem gastos e em momentos agradáveis com a família.

2- Fale sempre sobre educação financeira

Não fale sobre educação financeira somente quando os filhos estiverem pedindo para comprar algo.

O assunto deve ser incorporado ao dia a dia da família para que todos sejam responsáveis por manter o orçamento do mês.

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Mostre o quanto custa ganhar dinheiro e o valor dele nos gastos essenciais da família.

3- Crie valores na vida das crianças

Para consumir de forma consciente, as crianças precisam aprender alguns princípios básicos, segundo Teresa:

Cuidar: Mostre para a criança que ter cuidado com seus pertences prolonga sua vida útil;
Doar: é importante incentivar a criança a doar aquilo que não precisa mais, não o que está quebrado;
Comprar: antes de adquirir qualquer produto é preciso pesquisar e fazer um planejamento para não afetar o orçamento;
Compartilhar: há coisas que se pode compartilhar e, para isso, não é necessário adquirir. Mostre para seu filho que isso é possível.
Conquistas: muitos pais dão presentes e atendem os pedidos dos filhos sem falar sobre sonhos, objetivos e a forma que ele pode ajudar a família nessa conquista. Exemplos: não desperdiçar comida; apagar as luzes quando estiverem acessas sem necessidade; ajudar a fazer a lista do mercado; juntar moedas do troco no cofrinho. “Essas pequenas ações fazem o seu filho se sentir importante e participar do processo de conquistas da família”, diz Teresa.
Criar: incentive seu filho a criar seus próprios personagens, brinquedos e, principalmente, soluções para algumas soluções do seu dia a dia.

4- Cada fase exige um conteúdo

Sanches acredita que não há um conteúdo uniforme para ser transmitido para as crianças. Cada informação deve levar em conta a sua idade para que o resultado seja positivo.

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Ele acredita que o ideal seria que o assunto fosse abordado sob a supervisão de um pedagogo.

Para Sanches, a educação financeira deveria ser incluída como disciplina escolar a partir dos 14 anos.

5- Não bombardeie a criança com informações

Sanches aconselha os pais que ainda não falaram sobre educação financeira com os filhos a incluire o tema de forma gradual na sua rotina.

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"Crie brincadeiras para falar sobre o assunto e vá devagar com o volume de informações", orienta.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Márcia Rodrigues

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