Economize Conta de luz: geladeira e chuveiro são vilões do consumo. Veja mais

Conta de luz: geladeira e chuveiro são vilões do consumo. Veja mais

Plataforma Clima e Consumo, do Idec, levantou quais aparelhos exigem mais energia para funcionar e o preço por kWh

25 minutos no chuveiro consome 1,125 kWh

25 minutos no chuveiro consome 1,125 kWh

Freepik

A bandeira tarifária vermelha patamar 2, a ser aplicada nas contas de luz já no mês de julho, terá um custo adicional 52% superior ao cobrado nas tarifas de junho.

A pedido do R7 Economize, a Plataforma Clima e Consumo do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) fez uma simulação sobre o consumo de nove aparelhos elétricos e o impacto do reajuste da conta de luz em cada um deles no nosso dia a dia.

A geladeira é o equipamento que mais consome energia elétrica (1,896 kWh/dia) por precisar ficar ligada 24 horas. Antes do reajuste da conta de luz, seu custo mensal era de R$ 37,34. A partir de julho (o valor mais elevado será conferido nas contas de agosto), o mesmo período de uso sairá por R$ 39,18.

Segundo o Instituto Akatu, organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo responsável, uma dica para economizar no consumo da geladeira é reduzir o abre e fecha.

"Isso exige que o motor consuma mais energia para refrigerar a parte interna novamente. Guardar os alimentos todos de uma vez contribui para muita economia de energia. Com esta atitude, em um mês você pode economizar a energia total consumida pela geladeira", orienta o instituto.

O ar-condicionado aparece em segundo como o vilão de consumo da energia elétrica, com 2,371333333 kWh por 4 horas diárias. Ele foi de R$ 46,70 para R$ 49,01.

Confira a tabela completa a seguir:

Plataforma Clima e Consumo (Idec)

Para o cálculo foram considerados os valores para as tarifas médias residenciais do Brasil sem os impostos.

Novos valores começarão a ser sentidos em agosto

A bandeira tarifária vermelha patamar 2 começou a ser cobrada nesta quinta-feira (1º) e terá um custo adicional 52% superior ao cobrado nas tarifas de junho. O peso no bolso das famílias será sentido pelas coletas realizadas neste mês e sinalizadas nos boletos que vencem em agosto.

Conforme decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a cobrança extra para as contas neste mês será de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, ante R$ 6,243 cobrados até o mês passado.

Para o presidente da Aneel, André Pepitone, o aumento no valor da bandeira tarifária corresponde a um “sinal claro de que consumir energia até a chegada do próximo período úmido está mais caro” devido à pior crise hídrica dos últimos 91 anos.

Agora, a Aneel já abriu consulta pública e prepara um novo reajuste para ser julgado no mês de agosto, quando a bandeira vermelha nível 2 pode subir para até R$ 12 a cada 100 kWh consumidos, valor quase 92% superior ao cobrado no mês passado.

A incidência dos adicionais de bandeiras tarifárias na conta de luz dos consumidores que possuem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica segue com os mesmos percentuais de descontos, entre 10% e 65%, dependendo da faixa de consumo das famílias.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, visa alertar a população sobre o custo da energia produzida no Brasil e trazer um consumo mais consciente para a população em períodos com maior uso das usinas térmicas, que produzem uma energia mais cara.

Com as atualizações, a bandeira verde continua sem cobrança adicional. Na bandeira amarela, a taxa extra passa a ser de R$ 1,874 a cada 100 kWh consumidos, alta de 39,5%. Já a bandeira vermelha 1 teve redução de 4,75% e passou a custar R$ 3,971 a cada 100 kWh consumidos.

No entanto, a Aneel aposta na manutenção da bandeira vermelha patamar 2 até novembro.

Últimas