Economize Conta de luz pode ter alta de 13%: saiba como economizar em casa

Conta de luz pode ter alta de 13%: saiba como economizar em casa

Mudanças de hábitos simples, como banhos rápidos e troca de lâmpadas, podem impactar o bolso e o meio ambiente

  • Economize | Sheila Pinheiro Correa, do R7*

Resumindo a Notícia

  • Contas de luz devem ter um aumento médio de 13% ao longo deste ano, alerta Aneel
  • No verão o consumo chega a ser um terço maior do que em outras épocas
  • Veja dicas de como economizar mudando hábitos de consumo
 A conta de luz do brasileiro deve ficar mais cara em 2021

A conta de luz do brasileiro deve ficar mais cara em 2021

ROBERTO GARDINALLI/Estadão Conteúdo - 06.01.2021

Após o alerta da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de que a tarifa de energia elétrica deve subir, em média, 13% neste ano, o sinal de alerta foi dado. Se a pressão na tarifa já está intensa com o aumento do consumo no verão, os reservatórios baixos, o dólar e o IGP-M altos pressionarão ainda mais a conta do consumidor. 

Leia também: Tarifas de energia podem subir 13% em 2021 se nada for feito, diz diretor da Aneel

Para amenizar a dor no bolso, mudanças de hábitos simples podem gerar resultado e ajudar na economia doméstica.

Neste período do ano é comum o uso mais intenso de ventiladores, climatizadores e ar-condicionados aparelhos que, ao mesmo tempo que aliviam o calor, aumentam a demanda por energia. Em média, o consumo chega a ser um terço maior na estação do que em outras épocas.

Para o coordenador de engenharia elétrica do Centro Universitário Facens, Heverton Bacca, fazer um uso equilibrado e consciente de energia elétrica traz benefícios não só para a economia financeira, mas também reflete um cuidado necessário com o meio ambiente.

"O futuro é sempre andarmos de mãos dadas com a sustentabilidade. O planeta agradece e nosso bolso também", analisa.

Confira algumas dicas da Facens para economizar na conta de luz:

• Não deixe as luzes acessas em cômodos que não possuem pessoas;

• Ligue o ferro elétrico somente quando tiver uma significativa quantidade de roupa para passar;

• Em banheiros com chuveiro elétrico, tome banho rapidamente;

• Procure comprar aparelhos elétricos e da linha branca (principalmente geladeira) com selos que indicam baixo consumo de energia elétrica. O mais indicado é o selo Procel de economia de energia;

• Não deixe televisores, rádios, videogames e outros aparelhos ligados quando não estiver usando;

• Quando for ficar muito tempo fora de casa, tire da tomada os aparelhos eletrônicos de controle remoto;

• Use sempre em casa as lâmpadas eletrônicas ou de LED (mais econômicas);

• Evite abrir constantemente a porta da geladeira, pois isso aumenta seu consumo de energia;

• Se necessitar usar o ar-condicionado, deixe a porta do ambiente fechada, assim o consumo de energia será menor.

Bandeiras tarifárias

A professora do Instituto de Energia e Ambiente da USP (Universidade de São Paulo), Virgínia Parente, explica que os preços na tarifa sinalizam a escassez da energia, com os reservatórios de água, que servem também para gerar energia, em volume baixos. Ou seja, quanto menos energia, mais cara fica a conta.

Para ela, portanto, a política de bandeiras tarifárias é fundamental, pois serve como incentivo ao consumidor.

É justo que haja tributação na energia como um todo, porque impacta a natureza. É como se fosse um pagamento para se descobrir novas tecnologias, para que haja investimentos e se reduza os impactos no laboratório. Os tributos acabam encarecendo, mas fazem com que as pessoas tenham mais cuidado no consumo

Virgínia Parente, professora da USP

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O sistema de bandeiras tarifárias, operado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), funciona variando de acordo com os custos de geração da energia. As sinalizações vão de verde, sem custo adicional, à vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Há ainda a bandeira vermelha patamar 1, com cobrança adicional de R$ 4 a cada 100 quilowatts-hora, e a amarela, a vigente para o mês de fevereiro. Esta última gera cobrança extra de R$ 1,34 para cada 100 quilowatts consumidos por hora. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Ulisses de Oliveira

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