Economize Dois em cada três brasileiros tinham dívidas em janeiro

Dois em cada três brasileiros tinham dívidas em janeiro

Crescimento da proporção de endividados seguiu sem aumentos na inadimplência, que afeta 25% da população

Agência Estado - Economia
11% dos entrevistados alegam não ter condições de pagar as dívidas

11% dos entrevistados alegam não ter condições de pagar as dívidas

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O porcentual de brasileiros com dívidas ficou em 66,5% em janeiro ante 66,3% em dezembro de 2020, informou a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta quinta-feira (18), na Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor). Em relação a janeiro de 2020, a proporção de endividados subiu 1,2 ponto porcentual.

Na comparação de um mês com o mês imediatamente anterior, foi a segunda alta seguida. Em dezembro, a proporção de brasileiros endividados registrou a primeira alta desde agosto.

A Peic mede a expansão do crédito em todas as modalidades, não apenas no sistema financeiro. A principal modalidade usada pelos entrevistados na Peic é o cartão de crédito - 80,5% relataram usar o cartão em janeiro, ante 79,4% em dezembro de 2020.

O crescimento da proporção de endividados seguiu sem aumentos na inadimplência. Em janeiro, 24,8% dos entrevistados na Peic relataram ter dívidas ou contas em atraso, 0,4 ponto porcentual abaixo dos 25,2% de dezembro de 2020. Foi o quinto mês seguido de baixa nesse indicador.

Além disso, 10,9% dos entrevistados relataram não ter condições de pagar as dívidas em atraso, o que indica persistência da inadimplência. Em dezembro de 2020, 11,2% dos brasileiros estavam nessa condição. Na comparação com um ano antes, a inadimplência subiu. Em janeiro de 2020, 23,8% relataram ter dívidas ou contas em atraso, enquanto 9,6% disseram que não teriam condições de pagar.

"Temíamos uma escalada do número de inadimplentes no País. O auxílio emergencial ajudou a evitar o pior cenário, e a economia soube se reinventar na medida do possível. Mas este ano vai ser chave para observarmos o comportamento do crédito e da inadimplência", diz, em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

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