Inflação

Economize Em qual título público investir com juros e inflação em alta?

Em qual título público investir com juros e inflação em alta?

Investimentos do Tesouro atrelados à Selic e ao IPCA ganham atratividade, mas são apostas para perfis distintos

Tesouro Direto é aposta segura para o investidor

Tesouro Direto é aposta segura para o investidor

Pixabay

No momento em que a inflação oficial figura acima do teto da meta estabelecida pelo governo e a taxa básica de juros chega ao maior patamar desde o fim de 2019, aumenta a preocupação dos investidores sobre qual título do Tesouro Direto escolher.

Os títulos públicos são divididos em três tipos: atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ligados à variação da Selic e com prévia indicação do rendimento. Para especialistas, a escolha deve levar em conta o perfil e as metas do investidor.

A analista de investimentos da Suno Research, Gabriela Mosmann, alerta que é necessário entender inicialmente que os títulos têm prazos distintos para o saque, o que pode resultar na perda de dinheiro.

"O Tesouro Selic é muito bom para reserva de emergência e usos de curto prazo. Ele vai render a Selic e serve para isso. Se você quer investir em um Tesouro IPCA, que vai acompanhar a inflação, é necessário olhar para o prazo daquele título e estar de acordo em manter o investimento até o vencimento", aponta a analista.

A fala leva em conta que os títulos ligados à taxa básica de juros têm liquidez imediata, enquanto os atrelados à inflação oficial precisam ser mantidos sem movimentação até o vencimento para garantir o retorno prometido no momento da compra. Atualmente, há títulos do Tesouro IPCA marcados para 2026, 2030, 2035, 2040, 2045 e 2055.

Thiago Godoy, especialista em educação financeira da Xpeed, cita a garantia de ganho real como um fator positivo para se optar pelos títulos atrelados à inflação para quem deseja manter o dinheiro parado por um período mais longo de tempo. "Você pode pegar o dinheiro e investir nesse título que vai garantir o IPCA, já que a inflação não está baixa, manter o poder de compra e ainda ganhar um percentual, de acordo com o título", observa ele.

"Neste momento, com a Selic subindo o Tesouro Prefixado é o menos interessante, porque ele provavelmente vai ter taxas mais atraentes lá na frente, quando a Selic estiver mais alta", orienta Gabriela, da Suno Research.

Conheça os títulos do Tesouro disponíveis:

Tesouro Selic + 0,194%, com vencimento em 2024
Tesouro Selic + 0,2718%, com vencimento em 2027
Tesouro IPCA + 4,03%, com vencimento em 2026
Tesouro IPCA + 4,25%, com vencimento em 2035
Tesouro IPCA + 4,25%, com vencimento em 2045
Tesouro IPCA + 4,16%, com vencimento em 2030
Tesouro IPCA + 4,34%, com vencimento em 2040
Tesouro IPCA + 4,44%, com vencimento em 2055
Tesouro Préfixado 2024, com rentabilidade anual de 8,84%
Tesouro Préfixado 2026, com rentabilidade anual de 9,14%
Tesouro Préfixado 2026, com rentabilidade anual de 9,57%

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