Está endividado? Confira 10 dicas para reverter a situação

Levantamento da CNC aponta que o endividamento das famílias brasileiras aumentou e atingiu 67,5% em agosto

Endividamento vem crescendo nas famílias brasileiras

Endividamento vem crescendo nas famílias brasileiras

Pixabay

A pandemia do novo coronavírus vem afetando tanto a saúde quanto o orçamento dos lares brasileiros.

Tanto que um levantamento feito pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) apontou que o endividamento atingiu 67,5% das famílias brasileiras em agosto.

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O percentual considera famílias endividadas (com atraso ou não) e inadimplentes (com contas em atraso). O índice está acima dos 67,4% de julho deste ano e dos 64,8% de agosto do ano passado.

Para Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), tanto o endividado quanto o inadimplente podem mudar esse cenário.

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"Ao longo de minha vida, já presenciei diversas situações que pareciam se solução e , acredite, todas elas conseguiram se reerguer."
Reinaldo Domingos

Confira 10 dicas do especialista para reverter a situação

1. Se você possui diversas dívidas, mas ainda não está inadimplente, cuidado! A situação é bastante preocupante. Levante todos os valores e estabeleça uma estratégia para que continue adimplente. E lembre-se, estar endividado nem sempre é um problema; o problema é quando não se consegue pagar esse compromisso;

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2. Se já estiver inadimplente, antes de sair negociando, tenha total conhecimento de sua situação. Faça um diagnóstico financeiro, registrando o que ganha e o que gasta, e conheça o seu verdadeiro "eu financeiro";

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3. Faça um apontamento de despesas diárias, separado por tipo de despesas, durante os próximos 30 dias. Esse é o caminho para que fique tudo mais claro. Somente assim poderá cortar gastos e reduzir excessos;

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4. Muitas vezes, é importante dizer "devo, não nego, pago, como e quando puder". Nunca se deve procurar o credor (pessoa ou instituição para quem se deve) antes de ter domínio completo da sua situação financeira;

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5. A portabilidade é uma das ferramentas para reduzir o endividamento, portanto procure por linhas de créditos mais baixas. Porém, é importante frisar, isso não resolve a causa do problema;

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6. No planejamento para pagar as dívidas, priorize as que têm os juros mais altos. Geralmente são as de cartão de crédito e cheque especial;

7. Antes de pagar as dívidas, é preciso reunir a família (inclusive as crianças), apresentar o problema e discutir as alternativas. Saiba que, para pagar as dívidas atrasadas, terá que repensar o seu padrão de vida, pois a sua força de pagamento será reduzida nos próximos meses, com o início do pagamento das parcelas;

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8. Na hora de negociar, se for parcelar as dívidas, tenha certeza de que cabem em seu orçamento;

9. Não existe uma porcentagem exata do quanto terá que direcionar para pagar suas dívidas, isso dependerá do diagnóstico financeiro feito previamente;

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10. Além de pagar as dívidas, procure guardar dinheiro para uma reserva estratégica. Mesmo endividado, inicie o projeto de vida de ser independente e sustentável financeiramente. E não se esqueça: é preciso respeitar o dinheiro e entender que ele é um meio e não um fim.