Economize Ferramenta ajuda a comparar fundos previdenciários 

Ferramenta ajuda a comparar fundos previdenciários 

Agência Estado
 Informações de 1.365 fundos estarão disponíveis no portal da autarquia

Informações de 1.365 fundos estarão disponíveis no portal da autarquia

Pixabay


Empenhada em elevar o nível de transparência e a concorrência no setor, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) criou uma ferramenta de comparação das performances dos fundos de investimento previdenciários.

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Antes compiladas em planilhas pouco amigáveis, as informações de 1.365 fundos estarão disponíveis no portal da autarquia e poderão ser cruzadas a partir desta terça-feira (3). O objetivo é ajudar o consumidor a escolher seu plano de previdência e acompanhar sua evolução.

O sistema criado pela Susep traz 21 classes de fundos previdenciários - entre multimercados, de ações e renda fixa - seguindo a tipificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Além de fazer comparações da rentabilidade entre os fundos, o investidor vai poder verificar também sua performance ante referenciais como o CDI, o Ibovespa e o Índice de Mercado Anbima (IMAB).

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Os resultados estão organizados em períodos de observação de 12, 18 ou 24 meses e serão atualizados mensalmente - não mais a cada quatro meses. O sistema vai permitir a comparação de até cinco fundos por vez, com visualização da rentabilidade em gráficos. A ideia é que as empresas tenham que se esforçar mais para disputar esse mercado.

"A ferramenta era rudimentar. Agora está mais amigável e interativa. A motivação é dar mais transparência e apostar na meritocracia, com o consumidor premiando os melhores fundos", diz Eduardo Fraga, diretor técnico da Susep.

O banco de dados inclui ainda o índice de performance de cada fundo, calculado a partir de dados como taxa de juros e tábua biométrica (instrumento que mede a mortalidade ou probabilidade de entrada em invalidez).

Isso porque o desempenho final de um produto de previdência não se limita à rentabilidade do fundo de investimento onde o participante aplica seus recursos. Também devem ser levadas em conta as bases técnicas para conversão em renda vitalícia - ou seja, as condições para o investidor que pretende transformar o patrimônio acumulado em aposentadoria.

Apesar da entrada de plataformas de investimento, como XP e Guide, no mercado de previdência privada nos últimos anos, Fraga diz que esse ainda é um mercado muito concentrado nos grandes conglomerados financeiros. "A prioridade da Susep é aumentar a concorrência", completa.

A Susep alerta que a listagem de fundos divulgada em seu site não representa sugestão de investimento. Destaca ainda que a rentabilidade passada de um fundo não é garantia de rentabilidade futura.

Em 2019, o retorno médio dos fundos de previdência privada foi de 11,1%, contra 7,5% em 2018. O porcentual foi equivalente a 186,1% do CDI, segundo análise do mercado de PGBL/VGBL feita pela consultoria Prevue. No ano, cerca de 82% desses fundos conseguiram retornos acima do indicador de referência.

O melhor desempenho foi puxado por fundos de investimento de renda fixa com papéis de longo prazo indexados à inflação na carteira e por aqueles com renda variável na carteira em proporções superiores a 30%. Segundo a Prevue, esses fundos de investimentos terminaram o ano de 2019 com um patrimônio total de R$ 901,6 bilhões, distribuídos em diversas modalidades, inseridas basicamente em fundos de renda fixa, multimercados, balanceados e data-alvo.

Reclamações

A partir desta segunda-feira (2), a Susep passa também a divulgar um índice de reclamações das seguradoras. O levantamento leva em consideração as ocorrências registradas na autarquia e a participação das empresas no mercado (market share).

Na primeira edição, o índice de reclamações traz os dados consolidados de 2019 e 2018. A avaliação abrange 114 empresas ou grupos que possuem participação de mercado superior a 0,2%. Os resseguradores e sociedades de capitalização não foram incluídos.

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