Economize Inflação alta deve motivar 3º salto seguido da taxa de juros nesta 4ª

Inflação alta deve motivar 3º salto seguido da taxa de juros nesta 4ª

Mercado financeiro aposta que decisão do Banco Central elevará a Selic novamente em 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano

Selic é principal ferramenta do BC para controlar inflação

Selic é principal ferramenta do BC para controlar inflação

Adriano Machado/Reuters - 20.03.2020

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), volta a se reunir nesta quarta-feira (16) para definir a taxa básica de juros que permanecerá vigente ao menos pelos próximos 45 dias.

A expectativa é de que o veredito estabeleça a terceira alta consecutiva da Selic, medida que ajudaria a conter a recente alta da inflação de preços, que já figura acima do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o período de 12 meses.

Isso acontece porque a taxa básica de juros funciona como o principal instrumento do BC para manter os preços sob controle, já que os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição das famílias a consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Nos últimos dois encontros, a decisão do Copom foi a de interromper a manutenção do indicador ao menor patamar da história e elevar os juros a 1,5 ponto percentual (0,75 em cada mudança), passando de 2% para 3,5% ao ano no período.

A avaliação dos analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC é que que haverá uma nova alta de 0,75 ponto percentual dos juros nesta quarta-feira, para o patamar de 4,25% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é de que o índice alcance 6,25% ao ano.

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Ontem (15), os diretores do BC realizaram apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro, o que abriu caminho para a parte final da reunião hoje, quando serão projetados os rumos da economia com a alteração proposta.

Após a revelação da nova taxa básica, feita depois do fechamento do mercado financeiro, o BC divulga a ata da reunião na terça-feira da semana que vem (22), com as explicações mais detalhadas sobre o veredito.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

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Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à taxa oficial.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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