Economize Juros do empréstimo pessoal caem e do cheque especial sobem em julho

Juros do empréstimo pessoal caem e do cheque especial sobem em julho

BB e Itaú puxaram queda da taxa do crédito pessoal. Itaú, junto com a Caixa, também figurou como 'vilão' do cheque especial, segundo pesquisa do Procon

  • Economize | Márcia Rodrigues, do R7

Itaú puxou queda da taxa do crédito pessoal e alta do juro do cheque especial

Itaú puxou queda da taxa do crédito pessoal e alta do juro do cheque especial

REUTERSSergio Moraes

Os juros cobrados nas linhas de crédito pessoal dos bancos caíram 1,15% em julho, na comparação com o mês anterior. Em contrapartida, as taxas do cheque especial subiram 4,5%.

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Os dados são de uma pesquisa mensal divulgada pelo Procon-SP nesta quarta-feira (15).

O levantamento – feito em 6 de julho – mostrou que o juro médio do empréstimo pessoal foi de 6,03% e do cheque especial de 7,9%.

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Foram analisadas as taxas aplicadas por seis instituições:

• BB (Banco do Brasil);
• Bradesco;
• Caixa (Caixa Econômica Federal);
• Itaú;
• Safra; e
• Santander.

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Empréstimo pessoal

A taxa média cobrada pelos bancos no crédito pessoal caiu de 6,10% em junho para 6,03% em julho.

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A redução foi puxada pelo Banco do Brasil, que baixou o juro médio de 5,79% para 5,43%, e Itaú, que registrou queda de 5,99% para 5,93%.

Cheque especial

No cheque especial, modalidade que tem a cobrança de juro limitada a 8% ao mês pelo Banco Central, a taxa média subiu de 7,56% em junho para 7,90%.

A elevação foi impulsionada pela Caixa Econômica Federal, que subiu o juro da modalidade de 6% para 8%, e pelo Itaú, que passou de 7,64% para 7,69%.

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O levantamento também traz uma análise de especialistas do Procon-SP.

Segundo eles, mesmo com a redução das taxas médias do crédito pessoal, tanto as linhas de empréstimo pessoal quanto do cheque especial continuam com juros elevados.

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Os especialistas também alertaram o consumidor a ficar atento ao seu orçamento e deram dicas para quem está endividado:

• Pesquisar sempre formas de obter linhas de crédito ou até mesmo buscar alternativas para negociá-la; e
• Trocar dívida do cheque especial e do cartão de crédito por empréstimos consignados que oferecem taxas menores.

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