Economize Maioria dos seguros de automóvel cobre despesas com enchente

Maioria dos seguros de automóvel cobre despesas com enchente

Motorista não pode, no entanto, tentar atravessar ruas alagadas ou ignorar alertas de que determinada região está debaixo d'água

Evite prejuízos e nem pense enfrentar as ruas alagadas

Evite prejuízos e nem pense enfrentar as ruas alagadas

Tomaz Silva/Agência Brasil/ 11.11.2019

Por vários motivos, enfrentar os alagamentos não é a medida mais inteligente que se pode tomar no meio de temporais como o que ocorreu em São Paulo no início desta semana. Também financeiramente não há razão para se arriscar, até porque a maior parte dos seguros de automóveis vendidos no Brasil cobre as despesas com as enchentes.

Repõem o prejuízo desde que você não resolva bancar o herói destemido ou motorista habilidoso que consegue vencer os rios temporários que se formam nos alagamentos, adverte o  coordenador da Escola de Negócios e Seguros (ENS), José Antônio Varanda.

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Ele explica que entre 80% e 85% das apólices vendidas no país adotam a "cobertura compreensiva", que cobre, sim, danos relacionados às chuvas: de motores que morrem engasgados a veículos esmagados por árvores centenárias que não suportam as chuvas e os ventos.

"Quem fez esse contrato vai ter direito ao reembolso sem o menor problema, mas precisa evitar o chamado 'agravamento de risco'", conta Varanda. 

Agravar o risco é, basicamente, tentar atravessar a enchente com o automóvel,  mas pode ser também ignorar a informação de que determinada região está alagada e se dirigir ao local mesmo assim. Neste caso, a seguradora pode criar problema por considerar que o motorista aumentou as chances de incidente. 

Quem se vê no meio de uma rua prestes a ser tomada pela água ou encontra uma via já alagada deve desistir do caminho, diz o especialista. "O melhor a fazer é deixar o carro, procurar um lugar seguro e imediatamente ligar para o telefone 24 horas da seguradora [segundo ele, todas as empresas já disponibilizam esse serviço]. Eles são os mais preparados para orientá-lo no que fazer e em como evitar prejuízos maiores."

Logo, outra dica importante: deixe sempre ao alcance o telefone de sua seguradora.

Varanda detalha que as coberturas compreensivas são cerca de 30% mais caras que os seguros mais simples, contra incêndios e roubos, "mas cobrem muito mais danos", reforça.

Nessa cobertura entram também veículos alagados em estacionamentos subterrâneos ou destruídos por barrancos e árvores que caem pela cidade. "Nesses casos não há a possibilidade de agravamento de risco. Desde que o motorista respeite as leis, estacionando em locais permitidos, ele será amparado pela seguradora."

Para receber a indenização, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) orienta as vítimas a entrarem logo em contato com a seguradora, informando todos os dados do veículo e explicando exatamente o que ocorreu. Além do acesso pela central da seguradora, várias empresas já oferecem atendimento pela Internet ou pelo aplicativo via telefone celular.

O pagamento é feito após a entrega da documentação completa e análise da seguradora.

O coordenador da ENS acrescenta que existem ainda seguros residenciais para minimizar os estragos econômicos das variações climáticas, que indenizam o proprietário após alagamentos ou destruíções causadas por trombas d´água, rupturas de canos e desabamentos.