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Economize Maioria levará comida de casa na volta ao trabalho presencial

Maioria levará comida de casa na volta ao trabalho presencial

Marmita e delivery devem ganhar cada vez mais força com o retorno das atividades de alguns setores durante e no pós-pandemia, segundo pesquisa

  • Economize | Márcia Rodrigues, do R7

78% dos trabalhadores devem levar marmita no retorno das atividades presenciais

78% dos trabalhadores devem levar marmita no retorno das atividades presenciais

Reprodução

A maioria dos profissionais que retornará ao trabalho presencial, com a flexibilização do isolamento social, deverá levar comida de casa para não precisar ir a um restaurante.

É o que aponta pesquisa realizada pela Galunion, especialista em food service, e o Instituto Qualibest sobre a terceira onda da retomada econômica pós-pandemia no Brasil.

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O levantamento aponta que 78% dos trabalhadores devem preparar as suas próprias refeições para levar ao trabalho.

“Deu para perceber que o trabalhador está preocupado com o contágio do coronavírus e quer se preservar. Se não levar a própria comida, ele vai pedir ou buscar para comer na empresa e evitar sentar em um restaurante para almoçar”, diz Simone Galante, CEO da Galunion.

De acordo com a pesquisa, apenas 29% dos trabalhadores estão dispostos a sair da empresa para sentar e comer em restaurantes, padarias, lanchonetes e praças de alimentação.

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Ao todo foram entrevistas 1.108 pessoas das classes ABC, que poderiam dar mais de uma resposta para as questões. O levantamento também constatou que:

• 69% vai pedir delivery e comer no trabalho;
• 44% vai buscar comida pronta em restaurantes, padarias, lanchonetes e praças de alimentação;
• 37% vai comer no refeitório da empresa;
• 32% levará comida de casa, mas comprada pronta; e
• Vai pular a refeição (12%).

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Simone ressalta que a pesquisa apontou três comportamentos relevantes do consumidor na pandemia e que devem prevalecer, pelo menos, nos próximos seis meses:

• Ele está cozinhando mais em casa;
• Está sofrendo com a diminuição de renda durante a pandemia; e
• Está com receio de ficar exposto em algum lugar para se alimentar.

“A população também se familiarizou bastante com o delivery e isso deve impulsionar o mercado de grab’n go [pegar e levar] que já é muito conhecido no exterior e pouco explorado no Brasil.”

Simone Galente

A especialista explica que é muito comum em outros países encontrar estabelecimentos com pratos ou lanches prontos, aquecidos e prontos para levar.

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“Algumas empresas já estão de olho nesta tendência e começaram a investir.”

Força do delivery fez rede abrir três lojas na pandemia

É o caso da rede de alimentação saudável Boali. 

Segundo o CEO da franquia, Rodrigo Barros, a primeira operação de dark kitchen – restaurante que oferece pratos exclusivamente para delivery – foi em 2015, na capital de São Paulo. No ano passado, também foi aberta uma unidade em Brasília (DF).

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Mas foi em meio à pandemia que Barros viu uma oportunidade para investir na operação.

Foram abertas três unidades exclusivas para delivery no período: Limeira (interior de São Paulo), Londrina (PR) e Balneário Camboriú (SC).

Nas próximas semanas será aberta uma loja em Indaiatuba, também no interior de São Paulo, de acordo com Barros.

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“Estamos investindo na expansão da marca no interior dos estados porque acreditamos que haverá um movimento de interiorização dos profissionais nos próximos anos."

Rodrigo Barros

Para o CEO, muitas empresas perceberam que o home office funciona e devem manter o sistema no pós-pandemia.

Com isso, será natural a migração de profissionais que hoje vivem em pequenos apartamentos para casas maiores em cidades mais tranquilas do interior.

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Barros diz que o crescimento do delivery na sua rede cresceu 35% durante a pandemia. “Em algumas lojas, o serviço mais do que dobrou.”

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