Muitas dívidas? Veja quais contas você deve priorizar o pagamento

Negociação deve começar por despesas essenciais, como água, luz, aluguel e gás, que podem afetar seu dia a dia. Cartão de crédito vem em segundo

Cartão de crédito: grande vilão do orçamento

Cartão de crédito: grande vilão do orçamento

Reprodução/Record TV

Sair do endividamento, principalmente em época de pandemia do novo coronavírus, não é uma tarefa muito fácil.

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Com os boletos se acumulando, os juros de empréstimos bancários e do cartão de crédito aumentando, como desenrolar este novelo para começar a colocar as contas em dia?

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A prioridade, segundo Marcel Solimeo, economista chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), são as contas de serviços essenciais: água, luz, gás e aluguel e, depois, as que detêm os maiores juros do mercado: cartão de crédito.

Não adianta, porém, assumir uma renegociação e não conseguir honrar os pagamentos, diz Solimeo.

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“É preciso fazer um orçamento rigoroso para saber o valor da sua receita e das despesas e ver quanto dispõe para começar a pagar as dívidas para não interromper a quitação no meio.”

Solimeo também orienta o consumidor a, depois de reservar o dinheiro para pagar os gastos mensais essenciais, a priorizar o pagamento das dívidas com cartão de crédito.  A linha cobra as taxas mais caras do país.

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Se as dívidas envolverem várias lojas, Solimeo afirma que o consumidor pode procurar a ACSP para ajudar na negociação.

“O departamento jurídico da associação junta todos os credores para negociar. Ele verifica quanto o devedor pode dispor por mês para pagar a dívida e rateia entre os credores.”
Marcel Solimeo

Se os débitos forem com bancos, a recomendação de Solimeo é somar todas as dívidas e tentar negociar tudo em um único pagamento por mês.

“Ao iniciar a renegociação é importante o devedor estancar as dívidas e não fazer mais até normalizar a sua situação financeira.”

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Para ele, comprar a prazo é normal, mas precisa colocar no seu orçamento que é um compromisso mensal.

A pedido do R7 Economize, a educadora financeira Teresa Tayra fez algumas dicas para te ajudar a sair do endividamento. Confira abaixo:

Por onde começar?

Cada caso deve ser analisado com atenção. O primeiro passo é listar todas as dívidas de forma bem detalhada:

Valor: faça as contas para saber qual é o exato montante da sua dívida;
Consequência: existem alguns tipos de dívidas que têm consequências mais graves. Por exemplo, contas de consumo que podem afetar seu dia a dia;
Juros por atraso: muitas vezes é possível trocar uma dívida com juros altos por uma com taxas mais atrativas. Exemplo: cartão por um empréstimo pessoal ou consignado; e
Credor: dependendo de quem for, é possível fazer uma negociação e você pode ganhar tempo arrumar uma renda extra;

Mapeie sua dívida

Faça um mapeamento da situação. Com ele você poderá fazer a análise com mais consciência sobre as prioridades de quitação.

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Aprenda com os erros

Aproveite o período para fazer uma reflexão e aprender a controlar seus gastos e manter um orçamento saudável.

Motivos mais comuns de endividamento e como resolve-los

Ter um padrão de vida acima do orçamento: quem sabe pequenos ajustes no seu padrão de vida te liberte de dívidas recorrentes?
Não poupar: você tem comprado sem planejar e sem poupar antes? É hora de mudar essa situação.
Descontrole no uso do crédito: você tem usado o cartão de crédito como extensão de salário? Pare agora e refaça o seu orçamento para começar a controlar.
Falta de reserva de emergência: muitas pessoas se endividam pois desconhecem a importância de ter reserva de emergência. Comece guardando pouco e vá aumentando conforme a sua situação financeira for melhorando.
Não agir preventivamente: Fazer a revisão do carro, exames preventivos e visitas periódicas ao dentista ajudam você a evitar gastos maiores no futuro.
• Fazer empréstimos para terceiros: são inúmeros os casos que as pessoas se endividam ao ajudar um parente ou amigo ou emprestar o cartão de crédito. Não seja bonzinho para se prejudicar no futuro.
Investir de forma indevida: a reserva de emergência não deve ser aplicada na renda variável. É preciso buscar opções seguras de investimento para preservar o seu patrimônio emergencial.