Economize O que você precisa saber sobre o mercado de ações no Brasil

O que você precisa saber sobre o mercado de ações no Brasil

Bernardo Pascowitch fala sobre esta modalidade de investimento, como começar e para qual perfil ela é mais adequada

  • Economize | Cleide Oliveira, de Branded Content

Negociação de papéis de empresas gera ganhos por meio de juros e dividendos

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Pequenas frações do capital social de uma empresa de capital aberto, conhecidas como sociedades anônimas, as ações são uma modalidade de investimento que atrai na mesma proporção em que assusta os investidores. Há quem veja somente as grandes oportunidades que surgem com as oscilações de mercado e há quem corra na direção contrária. Para entender por que isso acontece, R7 conversou com Bernardo Pascowitch, especialista em investimentos, empreendedor e fundador do Yubb, a maior plataforma de busca de investimentos do País.

“No Brasil, quem opera com esses ativos é a B3, novo nome da Bolsa de Valores”, explica.  “Funciona como uma feira de compra e venda, em que o interessado em comprar ações o faz de quem deseja vender. Esse processo pode ocorrer entre pessoas ou até mesmo entre empresas”. E apesar de envolver riscos, é possível fazê-lo de modo planejado a fim de minimizar perdas e acumular ganhos.

Fazer uma oferta pública de suas ações é uma estratégia das empresas para captar recursos sem precisar recorrer a empréstimos bancários. A oferta pública inicial ou Initial Public Offering (IPO) é a maneira clássica de realizar essa operação, na qual interessados nos papéis dessas empresas tornam-se seus associados em troca de lucros a serem obtidos com juros e dividendos.

Sujeito às constantes oscilações de mercado, o investimento em ações é contraindicado para quem tem perfil conservador ou foco no curto prazo. “É definitivamente uma modalidade para quem é arrojado, agressivo, que entende os riscos envolvidos”, alerta Bernardo.

“Estamos falando sobre um produto de renda variável, que ocasionalmente pode resultar na desvalorização do investimento e, em casos extremos, até perda de patrimônio”. Mas só em casos extremos e para quem o faz sem estratégia nem direcionamento, garante.

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Para perfis arrojados

Pregões presenciais são coisa do passado; investimento agora é por via digital

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Quem precisa de certezas sobre o valor do dinheiro investidos e da rentabilidade a ser obtida jamais deve se aventurar nesse mercado. “O foco é no longo prazo, entre 5 e 10 anos, nunca para quem está criando uma reserva de emergência”. Por outro lado, trata-se de uma oportunidade que não exige valores altos para começar a investir.

“Existem papéis negociados até por menos de R$ 1, em geral de empresas que se encontram em processo de recuperação judicial”, conta o especialista. “Mas considero valores entre R$ 5 e R$ 10 os mais indicados para começar”.

A única maneira de ingressar nesse mercado é eletrônica. “Não existe mais o pregão presencial”, ensina. “A aquisição de ações é feita obrigatoriamente por meio de sites, home brokers e até por telefone”. Esta última alternativa, porém, tem cada vez menos adeptos por falta de praticidade e também por ser uma alternativa cara ao bolso do investidor.

Quanto à segurança das carteiras, ele admite que as variações são muitas e não há como garantir 100%. “Mas há como minimizar riscos optando por empresas sólidas como Petrobras, Vale, Banco Itaú, Bradesco. Algumas sofreram desvalorização durante a pandemia, por isso, a maior segurança é buscar empresas como essas focando no longo prazo, para maximizar possibilidades de ganho”.

Como comprar
Há duas formas de comprar ações, no lote padrão ou no fracionário. O primeiro é vendido em múltiplos de 100 unidades e, por isso, sai mais caro. Já o segundo possibilita a compra de uma em uma, que significa maior flexibilidade. “Na CM Capital, essa alternativa tem taxa zero, o que torna tudo ainda mais interessante”, orienta Bernardo.

Com a crise provocada pelo novo coronavírus, o mercado ficou mais volátil e arriscado. “Está imprevisível e os investidores, receosos. É um momento em que se deve analisar e aguardar, mas ao mesmo tempo, ficar de olho nas oportunidades”. O momento é de aplicar uma estratégia fundamentalista, como afirma Bernardo. Observar os números, a atuação da empresa na qual pretende investir e contar com um gestor profissional, que pode guiar quem não tem familiaridade com o assunto.

De modo geral, a visão do especialista é bem positiva para o futuro. “Com a queda da taxa Selic, da renda fixa, o mercado de ações atrai mais interesse da sociedade e de novos investidores”, acredita. “É mais saudável para a economia brasileira, acho melhor um mercado baseado em ações, em que as pessoas são sócias de companhias, do que uma sociedade em que a Economia se baseia em renda fixa, com pessoas somente emprestando dinheiro aos bancos”, complementa.

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