Ouro atinge maior nível desde 2011, com pessimismo sobre recuperação

Risco de pausa na recuperação econômica mundial ajuda a manter alta a busca pela segurança do metal precioso

Os contratos futuros de ouro fecharam no nível mais alto desde setembro de 2011

Os contratos futuros de ouro fecharam no nível mais alto desde setembro de 2011

Pixabay


Os contratos futuros de ouro fecharam a terça-feira (7) no nível mais alto desde setembro de 2011, com o metal superando a marca dos US$ 1.800 a onça-troy, em meio à onda de casos crescentes de coronavírus no mundo e as dúvidas sobre a saúde da economia global.

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O risco de uma pausa na recuperação econômica, mostrada em indicadores recentes das principais economias globais, ajuda a manter alta a busca pela segurança do metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o ouro para agosto encerrou em alta de 0,91%, a US$ 1.809,90 a onça-troy.

O fato de o número de novos casos de covid-19 ainda estar subindo nos Estados Unidos, com novos recordes em 16 estados nesta segunda-feira (6), ainda não parece estar desempenhando um papel importante no mercado acionário.

No entanto, “o ouro continua resistindo” afirma Carsten Fritsch, economista do Commerzbank. Mesma lógica é seguida por outros analistas.

“Não há dúvida de que os traders estão despejando dinheiro em ETFs de ouro fundos negociados em bolsa porque a demanda por ouro se fortaleceu devido a preocupações com vírus”, avalia Naeem Aslam, analista de mercado da AvaTrade.

Ele alerta, no entanto, que a disseminação da pandemia na Índia, que agora possui o terceiro maior número de casos no mundo, é motivo de preocupação para queda nas compras de ouro, já que o país é o maior consumidor do metal precioso.

“É um caso clássico do mercado, que permite obter lucros antecipados, compensar alguns de curto prazo mais fracos”, afirma Jeff Wright, vice-presidente executivo da GoldMining Inc.