Economize Preço médio de um apê com 1 vaga e 2 quartos em SP é de R$ 408 mil

Preço médio de um apê com 1 vaga e 2 quartos em SP é de R$ 408 mil

Valor é 0,2% maior do que em dezembro de 2020 e de 2,3% em um ano. Juros baixos favorecem financiamento da casa própria

  • Economize | Márcia Rodrigues, do R7

Resumindo a Notícia

  • Levantamento mostra que os imóveis da zona norte e região central da capital estão mais baratos.
  • Porém, os empreendimentos das zonas leste, sul e oeste da cidade de São Paulo estão mais caros.
  • Pesquisa aponta que um apartamento de 95 m², com três quartos e uma vaga custa R$ 596,6 mil.
  • Especialista diz que é o momento para comprar a casa própria. Para investimento, porém, é arriscado.
Imóvel padrão com dois quartos está saindo a  R$ 6.283 o metro quadrado

Imóvel padrão com dois quartos está saindo a R$ 6.283 o metro quadrado

Tomaz Silva/Agência Brasil

Está pensando em comprar um imóvel? Levantamento feito pela Imovelweb mostra que um apartamento de 65 metros quadrados, com dois quartos e uma vaga na garagem na capital de São Paulo, custa, em média, R$ 408,2 mil.

Os dados da plataforma online de compra e venda de imóveis foram coletados em janeiro e também apontam que o valor é 0,2% maior do que o praticado em dezembro do ano passado e um crescimento de 2,3% no acumulado dos últimos 12 meses.

Em janeiro, o custo médio do m² na capital paulistana foi de R$ 6.283. Por esse valor era possível comprar um apartamento padrão de 65 m², com dois quartos e uma vaga na garagem.

No mesmo período, um apartamento de 95 m², com três quartos e uma vaga na garagem custava R$ 596,6 mil.

M² no centro e zona norte está mais barato

O levantamento mostrou que os imóveis localizados em bairros da zona norte e na região central da capital, como Sítio Morro Grande, Canindé e Vila Diva estão mais baratos:

Zona Norte:

• Sítio Morro Grande: R$ 4.204/m² (queda de 19,3% no preço nos últimos 12 meses); e

• Vila Diva: R$ 6.252/m² (recuo 17,3% no preço no mesmo período).

Centro:

No Canindé: R$ 5.449/m² (baixa de 18,5% em um ano).

Zonas leste, oeste e sul registram alta

Ao contrário do que se apresentou no centro e na zona norte, os imóveis ficaram mais caros nas zonas leste, sul e oeste:

Zona Sul:

Jardim Ângela: R$ 5.198/m² (alta de 19,6%);

Zona Oeste:

Perdizes: R$ 12.429/m² (elevação de 19,6%)

Zona Leste:

Jardim Iguatemi: R$ 4.317/m² (aumento de 19,5%).

Aluguel médio na cidade é de R$ 2.058

O levantamento também mostrou o valor médio do aluguel praticado na cidade. A locação de um imóvel padrão de 65m², com dois dormitórios e uma vaga de garagem sai por R$ 2.058 por mês.

No primeiro mês do ano, as locações registraram um aumento de 0,6% em relação a dezembro de 2020 e de 6% em relação aos últimos 12 meses.

Os bairros onde os preços dos aluguéis mais caíram nos últimos 12 meses foram:

Zona Sul:
Conceição: R$ 1.739/mês (baixa de 25%); e
Jurubatuba: R$ 2.229/mês (queda de 24%).

Zona Leste:
Jardim Anália Franco: R$ 2.257/mês (queda de 20%).

Os bairros que sofreram reajuste foram:

Centro:
Luz: R$ 1.992/mês (alta de 23%);

Zona Oeste:
Butantã: R$ 2.174/mês (aumento de 24%); e
Vila Anglo Brasileira: R$ 2.556/mês (elevação de 24%).

Juros baixos favorecem compra da casa própria

Para Miguel de Oliveira, diretor executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), o momento econômico favorece quem quer comprar a casa própria.

Com a taxa básica de juros (Selic) a 2% ao ano, as condições para o financiamento imobiliário estão bem vantajosas, segundo ele.

Quem quer financiar a casa própria o momento é agora.

Miguel de Oliveira

Imóvel para investimento exige cautela

Oliveira frisa, porém, que mesmo que alguns indicadores apontem o retorno financeiro de um imóvel como maior do que o rendimento da poupança, por exemplo, é preciso ter cautela.

Segundo o relatório da Imovelweb, em janeiro o índice foi de 5,6% bruto anual. Dessa forma, são necessários 17,7 anos para obter o valor investido no imóvel, 3,6% a menos que há um ano.

O momento atual que se mostra favorável para comprar a casa própria, entretanto, não é o ideal para quem tem dinheiro e quer investir para ter um retorno com o aluguel, orienta o especialista.

“Com a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, muitos imóveis estão vazios, a inadimplência vem aumentando e as despesas fixas como condomínio e IPTU não param. Não dá para ter certeza de que você terá o aluguel garantido para ter rentabilidade e não ter de arcar com esses”, diz Oliveira.

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