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Economize Reabertura econômica impulsiona atratividade dos fundos imobiliários

Reabertura econômica impulsiona atratividade dos fundos imobiliários

Queridinho do mercado financeiro no ano passado, o investimento ensaia recuperação após desvalorizar mais de 30% nos primeiros meses de 2020

  • Economize | Alexandre Garcia, do R7

Fundos imobiliários acumulam queda de 14% em 2020

Fundos imobiliários acumulam queda de 14% em 2020

Pixabay

Um dos investimentos mais populares de 2019, os FIIs (Fundos Imobiliários), foi afetado pelo fechamento das portas dos comércios e a interrupção do andamento de algumas construções. Agora, com o processo de reabertura econômica em diversas cidades brasileiras, a modalidade ressurge como opção atrativa de investimento.

Após alcançar os 3.253,76 pontos e chegar ao maior valor da história logo nos primeiros dias de 2020, o IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários) desabou 32,7% até o dia 21 de março (2169,26 pontos). Desde então, o índice avançou 29% e fechou a quarta-feira (10) aos 2.799,38 pontos, patamar 14% abaixo do recorde alcançado em janeiro.

O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, observa que os fundos imobiliários "ainda têm metade do caminho para se recuperar". Para ele, a flexibilização das quarentenas agora surge com um processo que deve ajudar nessa recuperação dos ativos em um primeiro momento.

"A tendência é de que a reabertura deixe os mercados mais felizes, mas a concretização desses fundos como um excelente negócio ainda é uma dúvida"

Pedro Paulo Silveira

Fabio Macedo, diretor comercial da Easynvest, diz que as aplicações em fundos imobiliários demoraram um tempo maior para reagir aos impactos causados pela crise do novo coronavírus, mas já voltaram a acompanhar a variação do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro. "O pior dos cenários para os fundos imobiliários já passou", avalia.

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"Nós imaginamos que o mercado vai voltar em um médio prazo e continuamos enxergando ótimas oportunidades nos fundos imobiliários, só que o investidor precisa ser um pouco seletivo. Não adianta comprar qualquer fundo, porque existem fundos que estão muito expostos aos efeitos da pandemia", orienta o diretor comercial.

Apesar de observar uma "expectativa melhor" para o mercado de fundos imobiliários com a reabertura, Macedo alerta para a baixa movimentação dos centros comerciais diante da pandemia e vê um “sofrimento” ainda presente para os ativos de varejo físico.

"Os consumidores estão preocupados e receosos em relação ao consumo e à contaminação"

Fabio Macedo

Os especialistas atentam ainda para a atratividade dos fundos imobiliários neste momento em que a taxa básica de juros da economia figura no menor patamar da história, de 3% ao ano.

“Quando a gente olha a Selic indo para 2,25% ou 2,5% [ao ano], vê que a taxa nominal de retorno dos fundos imobiliários tende a ser maior agora, porque você paga menos, mentem seu fluxo de retorno e se depara com uma Selic menor ainda”, destaca Macedo.

Cautela

Ainda que o investimento desponde com ganhos atrativos, Macedo alerta que o momento atual ainda exige cautela e atenção na hora de apostar comprar cotas dos fundos imobiliários. “É importante escolher bem os ativos nos quais serão aplicados os recursos”, explica ele.

“É importante que o investidor entenda em qual fundo está colocando o dinheiro, qual seu objetivo e qual é o horizonte dele. Feito isso, existem boas oportunidades”, completa o diretor comercial da Easynvest.

Pedro Paulo, por sua vez, recomenda que sejam escolhidos fundos com bons gestores e atenta para a observação do histórico de rentabilidade dos ativos. "Agora, o mercado vai ficar razoavelmente equilibrado entre os fundos comerciais e residenciais”, analisa o economista-chefe da Nova Futura.

Confira o movimento do comércio popular de SP

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