Economize Saiba fugir da poupança com uma aplicação diversificada de R$ 500

Saiba fugir da poupança com uma aplicação diversificada de R$ 500

Especialista orienta que os poupadores olhem para outro universo em busca de maior rentabilidade com a mesma segurança da caderneta

  • Economize | Alexandre Garcia, do R7

Rendimento da poupança hoje perde para a inflação

Rendimento da poupança hoje perde para a inflação

Divulgação/Ken Teegardin

A queda da taxa básica de juros ao menor patamar da história fez o rendimento da poupança desabar para 1,4% ao ano, valor que representa uma perda real de dinheiro. Aos interessados em abandonar a aplicação, uma boa opção é montar uma carteira diversificada com investimentos tão conservadores quanto a velha caderneta.

Com a atual remuneração, uma aplicação de R$ 500 na poupança apresentará um rendimento de apenas cerca de R$ 7 no período de um ano, se a Selic permanecer em 2% ao ano até lá.

Leia também: Entenda como a redução da Selic afeta seu dia a dia 

A economista Paloma Brum, da Toro Investimentos, explica que é possível conseguir remunerações maiores ao investir o mesmo valor em opções com nível de segurança semelhante ao oferecido pela poupança.

"Para o poupador conseguir uma rentabilidade melhor, ele vai ter que olhar para um outro universo de investimentos além da caderneta de poupança"

Paloma Brum, economista da Toro Investimentos

Como esses investidores têm um perfil conservador, Paloma orienta que eles permaneçam com aplicações de renda fixa e apostem na diversificação da carteira. “Isso pode ser feito com a escolha de ativos que oferecem taxas de juros diferentes”, explica ela.

Para Paloma, uma boa opção para os atuais poupadores é dividir os R$ 500 da seguinte maneira:

• 60% (R$ 300) no Tesouro Selic, CDB ou qualquer fundo de renda fixa com liquidez diária, que pode ser resgatado a qualquer momento;

• 25% (R$ 125) em um título pré-fixado, no qual o investidor ganha acima da Selic e já sabe exatamente quanto vai resgatar no vencimento, e;

• 15% (R$ 75) em títulos públicos ligados à inflação (IPCA+), que mantêm o poder de compra se for resgatado no momento do vencimento.

"Essa é uma sugestão. Se o investidor sente que o principal objetivo é manter o poder de compra, pode colocar todo o valor no Tesouro IPCA+, mas assim ele não vai diversificar as taxas", afirma Paloma.

A economista da Toro destaca ainda que esse montante inicial de R$ 500 pode servir como ponto de partida para que o hoje poupador conheça um pouco sobre o mundo dos investimentos.

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