Saiba qual é o melhor investimento para cada situação

Para especialistas, ter uma carteira diversificada de aplicações ajuda o poupador a manter o equilíbrio da sua vida financeira. Veja as dicas!

Investidores devem ter uma carteira diversificada

Investidores devem ter uma carteira diversificada

Pixabay

Escolher um investimento de curto, médio ou longo prazo exige planejamento e a definição concreta sobre a finalidade do dinheiro: reserva de emergência, compra da casa própria, viagem de férias, para citar alguns exemplos. 

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Também é importante, nesta avaliação, identificar o seu perfil de investidor para medir qual é o seu limite para correr risco no mundo das finanças.

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Nas aplicações de curto prazo (até um ano), segundo Lucas Collazo, estrategista de alocação da Rico Investimentos, o investidor não deve se expor a riscos. Por isso, recomenda-se as modalidades mais conservadoras.

"Normalmente as pessoas têm um objetivo específico para esse valor, como guardar a reserva de emergência, por exemplo", diz Collazo.

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Os investimentos de longo prazo exigem mais atenção do poupador, segundo Walter Poladian, planejador financeiro e sócio-fundador da Fliper, por necessitarem de mais planejamento e de acompanhamento do cenário econômico.

"Esse investidor precisa estar atento à volatilidade nos preços e aos riscos", comenta Poladian.

Principais tipos de investimento para cada perfil

Curto prazo

No cenário a curto prazo, os principais tipos de investimentos:
• Tesouro Selic;
• CDB com liquidez diária; ou
• Trend DI Simples (fundo que investe em tesouro Selic, com taxa zero).

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Médio e longo prazo

As principais aplicações para médio e longo prazo são: 
• Fundos DNA; e
• Renda variável: ações e fundos de investimento (imobiliários, de ações, multimercados e ações internacionais).

Quais são os investimentos do momento?

Tanto Poladian quanto Collazo acreditam que a escolha da melhor aplicação vai depender do perfil do investidor e do seu apetite de risco.

Vivemos um período no qual há muita incerteza em relação à covid-19 e à recuperação econômica, o que dificulta qualquer possibilidade e previsão para os investimentos, mesmo no curto prazo.
Lucas Collazo

Os especialistas dizem que o ideal é sempre ter uma carteira de investimentos diversificada com ativos e classes de ativos. 

"Se você concentra grande parte do seu patrimônio em apenas um investimento ou classe de ativos, seu risco é muito alto."
Walter Poladian

Para Poladian, apesar disso, o título Tesouro Selic, com taxa de administração abaixo de 0,25% ao ano, tem se mostrado uma boa opção atualmente.

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Para a longo prazo, ele vê "atratividade nas ações e nos títulos indexados à inflação Tesouro IPCA+ com vencimentos longos".

Poladian ressalta ainda que é preciso estar atento, pois esses ativos possuem alta volatilidade nos preços e riscos.

Com a Selic a patamares tão baixos, Thiago Godoy, head de educação financeira da XP Investimentos, diz que a renda variável ganha cada vez mais atratividade.

Collazo destaca os investimentos em fundos internacionais como uma boa alternativa e diz que eles estão se tornando uma tendência para os brasileiros.

Dicas para quem quer começar a investir

A pedido do R7 Economize, Poladian, Collazo e Godoy elencaram dicas para quem quer começar a investir. Confira:

1- Situação financeira

Godoy diz que o primeiro é fazer um diagnóstico da sua situação financeira. 

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Thiago Godoy

2- Descubra seu perfil investidor

Se pergunte quais os tipos de risco que você estaria disposto a assumir com o seu dinheiro. "Ter a resposta para essa pergunta vai te guiar nas suas expectativas" afirma Godoy.

Cada pessoa irá se encaixar em algum desses três tipos de perfis de investidor: conservador, moderador e o agressivo.

Conservador: aquele que sempre vai priorizar a segurança e tem aversão ao risco de perder;
Moderador: prioriza a segurança, mas está aberto a correr mais riscos; e
Agressivo: aceita correr riscos para ter mais retorno nos seus investimentos.

3- Por qual motivo investir

"Saber os motivos pelos quais você está optando, de forma consciente, a deixar de usar um dinheiro hoje em troca de um benefício futuro, fará toda a diferença", afirma Godoy.

4- Autoconhecimento financeiro

"Entenda sua relação com o dinheiro e estude sobre educação financeira. Há muitos cursos online de qualidade disponíveis", diz Thiago. 

Ele também ressalta que a diversificação dos investimentos é o melhor caminho para o bem-estar financeiro.

5- Reserva de emergência

O investidor deve, segundo Collazo, montar uma reserva de emergência.

"Um valor que corresponda de 6 a 12 meses do gasto fixo mensal aplicado a um investimento de risco zero, como o Tesouro Selic, Fundo Trend DI da Rico (fundo que investe em tesouro Selic e tem taxa zero), por exemplo."

A reserva de emergência exige um investimento de baixo risco e com resgate rápido
Lucas Collazo

"Dependendo do perfil, a pessoa pode optar por um CDB com liquidez diária. Com essa reserva o investidor fica protegido de incertezas da sua própria vida, caso precise passar por uma realocação profissional, por exemplo", finaliza Collazo.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Márcia Rodrigues